Nova regra do Banco Central permitirá que usuários definam seus próprios limites para pagamentos por aproximação realizados com celular ou relógio digital
O Banco Central (BC) determinou o fim do limite diário de R$ 500 para operações realizadas por meio do PIX por aproximação. A mudança passa a valer em 1º de outubro de 2026 e permitirá que os usuários solicitem o aumento ou a redução do valor máximo para essa modalidade de pagamento junto às instituições financeiras.
Lançado em 2025, o PIX por aproximação possibilita que pagamentos sejam efetuados apenas aproximando o celular ou relógio inteligente da maquininha do estabelecimento, de forma semelhante ao funcionamento dos cartões de crédito e débito com tecnologia por aproximação.
A funcionalidade utiliza a tecnologia NFC e está disponível atualmente em dispositivos Android por meio de carteiras digitais compatíveis, como Google Pay e Samsung Wallet. Nos aparelhos da Apple, o recurso ainda não está disponível porque a empresa não permite que aplicativos de carteira digital atuem como Iniciadores de Transação de Pagamento (ITPs), requisito exigido para a operação da modalidade.
Para utilizar o serviço, o cliente precisa vincular sua conta bancária à carteira digital escolhida. Após essa etapa, realizada apenas uma vez, basta selecionar a opção de pagamento via PIX, aproximar o dispositivo da maquininha, conferir os dados da compra e confirmar a transação.
A modalidade foi criada para tornar os pagamentos mais rápidos e práticos, eliminando a necessidade de leitura de QR Codes ou digitação manual de informações.
O PIX segue como o principal meio de pagamento eletrônico do país. Somente em 2025, o sistema movimentou R$ 35,36 trilhões em transferências, ampliando a inclusão financeira e facilitando o recebimento de pagamentos por pequenos negócios em todo o Brasil.
Além do crescimento interno, o sucesso do PIX também chamou atenção internacional. O sistema foi citado em questionamentos do governo dos Estados Unidos sobre o mercado brasileiro de pagamentos eletrônicos, sob a alegação de que a atuação do Banco Central como regulador e operador do sistema poderia favorecer a plataforma em relação a empresas privadas do setor. Apesar das críticas, o PIX continua em expansão e consolidado como uma das principais ferramentas financeiras utilizadas pelos brasileiros.