Justiça

Piloto preso por pedofilia chefiava rede de exploração sexual

Polícia aponta pagamentos a mães e avós por abusos, fotos e vídeos

09 de Fevereiro de 2026
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Um piloto preso nesta segunda-feira (9) no Aeroporto de Congonhas é apontado pela Polícia Civil de São Paulo como líder de uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes. A informação foi divulgada em entrevista coletiva realizada na manhã desta segunda-feira.

“Esta é uma investigação que começou há três meses e tudo aponta que ele é o líder, o dono dessa rede de exploração e de pornografia infantil. Ele tinha contato com algumas das vítimas e as levava para motel, com RG de pessoas maiores de idade. Uma delas ele começou a abusar com 8 anos. Hoje ela já está com 12 anos”, afirmou a delegada Ivalda Aleixo.

Na operação desta segunda-feira, batizada de Apertem os cintos, duas mulheres também foram presas. Segundo a polícia, uma avó teria entregue três netas ao suspeito, enquanto uma mãe cedeu a própria filha e auxiliava o criminoso com o envio de fotos e vídeos. “Quando ele tinha contato físico com essas crianças, ele as estuprava. Uma delas está toda machucada. Ele bateu nela semana passada, em um motel”, disse a delegada.

De acordo com as investigações, o suspeito abordava diretamente mães e avós para ter acesso às meninas. Ele realizava pagamentos em dinheiro, entre R$ 30, R$ 50 e R$ 100, e também custeava despesas das famílias, como medicamentos, aluguel e a compra de um aparelho de TV.

Até o momento, dez vítimas foram identificadas pela polícia, a maioria com idades entre 12 e 13 anos. Os investigadores afirmam, no entanto, que há dezenas de outras possíveis vítimas que aparecem em fotos e vídeos encontrados no celular do piloto.

A prisão ocorreu dentro da aeronave em Congonhas, estratégia adotada devido à dificuldade de localizar o suspeito em sua residência, na cidade de Guararema. Segundo a polícia, o homem é casado pela segunda vez e tem filhos do primeiro casamento. A atual esposa compareceu à delegacia e, conforme a delegada, não tinha conhecimento das práticas criminosas.

A polícia continua investigando o caso e vai entrar em contato com as outras vítimas.

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