Ação cumpre mandados em 16 estados e integra forças de segurança contra facções.
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (12), a Operação Força Integrada II, com ações em 16 estados para combater o tráfico de drogas e armas, a lavagem de dinheiro, a atuação de facções criminosas e outros crimes. A operação é coordenada pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos) e prevê o cumprimento de 165 mandados de busca e apreensão e 71 mandados de prisão.
As ações ocorrem nos estados do Espírito Santo, Ceará, Amapá, Minas Gerais, Rondônia, Acre, Sergipe, Tocantins, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Paraná, Paraíba, Alagoas, Maranhão e Rio de Janeiro. Entre as frentes de investigação estão operações contra organizações criminosas, receptação, falsificação de documentos, crimes ambientais, tráfico interestadual e internacional de drogas, comércio ilegal de armas e ocultação de patrimônio.
As Ficcos foram criadas com base no modelo de força-tarefa e têm como objetivo ampliar a integração entre instituições de segurança pública. Participam das ações polícias civis, militares e penais, guardas municipais, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais e secretarias estaduais de segurança, em atuação conjunta coordenada pela Polícia Federal.
Entre os destaques da operação estão ações na Paraíba e em Minas Gerais, com mandados contra grupo investigado por tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro. Em outra frente, em Minas Gerais e outros estados, as investigações apontam o uso de logística aérea, empresas de fachada e interpostas pessoas para movimentação de recursos ilícitos, com sequestro patrimonial estimado em cerca de R$ 98 milhões.
No mesmo dia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, no Palácio do Planalto, do lançamento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, ao lado do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva. A iniciativa foi construída em diálogo com estados, especialistas e forças de segurança e será estruturada em quatro eixos: asfixia financeira das organizações criminosas, fortalecimento da segurança no sistema prisional, qualificação da investigação de homicídios e combate ao tráfico de armas.