Ação cumpre mandados e investiga servidores por contrabando e corrupção
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (28), a Operação Mare Liberum para investigar um esquema de facilitação de contrabando e descaminho na alfândega do Porto do Rio de Janeiro. A ação conta com apoio do Ministério Público Federal, por meio do GAECO, e da Corregedoria da Receita Federal.
Segundo os órgãos envolvidos, esta é a maior operação já realizada pela Corregedoria da Receita Federal. As investigações tiveram início em 2022 e apontam a atuação de uma organização criminosa formada por servidores públicos, despachantes aduaneiros e empresários. Ao todo, estão sendo cumpridos 45 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Vitória, com 25 servidores da aduana entre os alvos, além de nove agentes privados.
De acordo com a apuração, o grupo facilitava o desembaraço irregular de mercadorias mediante pagamento de propina. Foram identificadas cerca de 17 mil declarações de importação com indícios de irregularidades, envolvendo aproximadamente R$ 86,6 bilhões em mercadorias entre julho de 2021 e março de 2026. O pagamento de vantagens indevidas é estimado em dezenas de milhões de reais.
Mais de 100 servidores da Receita Federal e cerca de 200 policiais participam das diligências. Os investigados poderão responder por crimes como corrupção, associação criminosa, contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro. A Receita informou que adotará medidas para manter o funcionamento do porto e revisar procedimentos realizados no período investigado.