Tensão no Oriente Médio faz barril ultrapassar US$ 81; AIEA convoca reunião.
A semana começou com forte alta no preço do petróleo, em meio à escalada de tensões entre Irã e Estados Unidos. A cotação do barril disparou mais de 5% nas últimas horas, atingindo US$ 81,40, após a retaliação iraniana a bombardeios norte-americanos contra instalações nucleares no país. As principais bolsas asiáticas operaram em queda nesta madrugada.
O Congresso do Irã aprovou uma resolução pedindo o fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde circulam diariamente cerca de 20% de todo o petróleo comercializado globalmente. A decisão ainda precisa do aval do Conselho Supremo de Segurança Nacional e do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei. A possível interrupção no tráfego marítimo na região já pressiona os mercados e gera temores sobre a oferta da commodity.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) convocou uma reunião de emergência para esta segunda-feira (23), em Viena, na Áustria, com o objetivo de discutir a crise envolvendo o Irã.
Segundo o governo Donald Trump, os bombardeios dos EUA atingiram três locais estratégicos: a usina nuclear de Fordow, os túneis de armazenamento de material enriquecido de Isfahan e a central de combustíveis da usina de Natanz.
O Irã informou que retirou o material nuclear dos locais antes dos ataques. No entanto, neste domingo (22), os Estados Unidos admitiram que não sabem onde está o estoque de urânio iraniano, aumentando ainda mais as incertezas sobre a segurança e estabilidade na região.