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Peru reage a projeto de ferrovia Brasil-China e afirma: 'Ninguém acessa o Pacífico sem o Peru'

O episódio marca o início de um debate regional sobre integração de infraestrutura e soberania.

13 de Julho de 2025
Foto: Reprodução

O ministro das Relações Exteriores do Peru, Elmer Schialer, afirmou neste domingo (13) que nenhum país pode acessar o Oceano Pacífico sem o envolvimento do Peru, em resposta ao recente anúncio de um memorando entre Brasil e China para estudar a construção de uma ferrovia interoceânica ligando os dois oceanos.

— “Como é possível pensar em acessar o Pacífico sem o Peru? Seria, no mínimo, insensato. Não se pode esconder nada do nosso país em um projeto dessa magnitude”, disse Schialer em comunicado oficial divulgado pela chancelaria peruana.

A declaração ocorre menos de uma semana após o governo brasileiro assinar, no dia 7 de julho, um memorando de entendimento com a China para viabilizar estudos técnicos sobre a construção de uma ferrovia que partiria da Bahia, cruzaria a Amazônia e chegaria ao porto de Chancay, próximo à capital peruana, Lima.

— “Trata-se de um memorando que prevê cinco anos de estudos e análise de alternativas. Não é um tratado definitivo, tampouco envolve o território peruano neste momento”, afirmou Schialer, criticando o que chamou de reações alarmistas de setores políticos e da imprensa local.

O porto de Chancay, citado no memorando, está em fase avançada de construção com forte investimento chinês e deve se tornar um dos principais pontos de saída de exportações sul-americanas para a Ásia. A ferrovia interoceânica é vista por Brasil e China como uma alternativa logística ao Canal do Panamá, com potencial para acelerar o escoamento de grãos, minérios e manufaturados brasileiros rumo ao mercado asiático.

 

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