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Pastor Márcio Poncio é preso em operação da PF no Rio

Quinta fase da Operação Unha e Carne apura indícios de lavagem de dinheiro e possíveis ligações com a chamada “Máfia do Cigarro”

Por: Portal Amz em Pauta
02 de Julho de 2026
Foto: Instagram / Reprodução

O pastor Márcio Poncio foi preso, nesta quinta-feira (2), durante a quinta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal no Rio de Janeiro. Ele é investigado por possíveis ligações com a chamada “Máfia do Cigarro”, esquema que teria relação com a nova cúpula do jogo do bicho no estado.

Os mandados foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Além de Poncio, também foram alvos de mandados de prisão o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar. Os dois já estavam presos.

De acordo com a Polícia Federal, esta etapa da operação busca aprofundar a apuração sobre indícios de lavagem de dinheiro atribuída a Adilsinho, apontado como integrante da nova cúpula do jogo do bicho. A investigação também apura uma possível ramificação do esquema junto a integrantes dos poderes Executivo e Legislativo do Rio de Janeiro.

Márcio Poncio foi preso em um flat na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Ao todo, a decisão autorizou três mandados de prisão e 14 mandados de busca e apreensão. Moraes também determinou o sequestro de bens e valores de até R$ 22 milhões.

Segundo a apuração, Adilsinho é apontado como um dos principais nomes do esquema investigado. Já Rodrigo Bacellar, que também é alvo nesta nova fase, deverá ser transferido do Complexo Penitenciário de Bangu, em Gericinó, para um presídio federal.

A Operação Unha e Carne ocorre no contexto de decisões do STF relacionadas à ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas. Entre as determinações, está a atuação da Polícia Federal em investigações sobre grupos criminosos violentos no Rio de Janeiro e possíveis conexões com agentes públicos.

As investigações seguem em andamento, e os alvos poderão responder conforme a apuração dos crimes apontados pela Polícia Federal e pelo Supremo Tribunal Federal.

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