Eurodeputados analisam os impactos da invasão russa e reforçam que Ucrânia e Europa não podem ser excluídas das negociações de paz.
O Parlamento Europeu lembrou nesta segunda-feira (17) os três anos da guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Os eurodeputados também marcaram o primeiro aniversário da morte de Alexei Navalny, principal opositor do presidente russo, Vladimir Putin.
Em Estrasburgo, os eurodeputados discutiram as consequências da invasão russa à Ucrânia, com a presença do presidente do Parlamento ucraniano, Ruslan Stefanchuk.
Enquanto o presidente norte-americano, Donald Trump, defende conversações de paz, os eurodeputados fizeram um alerta: nem a Ucrânia, nem a Europa podem ser excluídas de futuras negociações.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou hoje sua chegada aos Emirados Árabes Unidos, primeira etapa de uma viagem que inclui também a Arábia Saudita e a Turquia. Zelensky não mencionou os contatos entre Moscou e Washington previstos na Arábia Saudita, que buscam promover um processo de negociação para encerrar a guerra. O líder ucraniano afirmou que sua viagem à Arábia Saudita não está relacionada às negociações de paz, mas a um convite de Riad para discutir relações bilaterais.
Zelensky também afirmou que não recebeu convite para estabelecer contato com os russos.
A ministra da Economia da Ucrânia, Yulia Sviridenko, já se encontra na Arábia Saudita. Ela explicou, em redes sociais, que sua presença no país do Golfo tem como objetivo preparar um fórum, a ser realizado em maio, para promover as exportações agrícolas ucranianas para a Arábia Saudita.
A Ucrânia pediu que os Estados Unidos e a União Europeia articulem um plano conjunto antes de qualquer reunião com os líderes russos.