Gean e o filho Gianlucca Motter comentam com exclusividade a experiência de estar pela primeira vez na Bienal.
De pai para filho, a apreciação pelos quadrinhos foi da leitura para a produção. Imitando os passos do Pai, Geovan Motter, seu filho, Gianlucca inventou o personagem próprio, o Super Amarelo. E agora, eles apresentam essa e outras criações, inclusive várias em parcerias com outros artistas, na Bienal do Livro, que acontece em São Paulo até o dia 13 de setembro.
“Cansativo e compensatório”. É como Geovan resume a experiência de levar uma mostra da produção amazonense de quadrinhos para a Bienal. Além da produção própria, do estúdio Quadrinhos Cão, como O Super Amarelo e o Capitão Amazonas, Geovan também levou edições onde ele tem participação com outros estúdios como o C4 e Stones Comix e ainda teve espaço para expor clássicos do Estado como os quadrinhos Ajuricomics e Jungle Comix, lançados antes da pandemia.
Entre as surpresas, Geovan comenta que já foi reconhecido por pessoas que viram seu perfil nas redes sociais e destaca a imensidão de estandes e autores que participam do evento. “É uma proporção que eu nunca vi e que permite uma troca de experiências com outros autores e também contato com diversas editoras”, diz.
Além disso, a Bienal é uma ótima oportunidade de apresentar a produção do Amazonas para um público ávido pela leitura que se concentra no grande mercado que é São Paulo. “A organização do evento valoriza e oferece toda uma estrutura para os autores. A gente vê leitores que vem pra cá com malas e andam com as malas cheias de tantos livros que compraram”.
E para o menino Gianlucca, a experiência é resumida de forma pragmática. “Consegui fazer boas vendas, está sendo muito legal!”
A Bienal do Livro de 202 acontece no Pavilhão de Exposições, na Avenida Olavo Fontoura, bairro de Santana em São Paulo com destaques nacionais e internacionais, palestras e outras atividades em uma vasta programação que segue até o dia 13 de setembro.