Líderes opositores reivindicam vitória nas eleições de julho e prometem confrontar a posse de Maduro nesta sexta-feira (10)
A oposição na Venezuela intensificou os protestos nesta quinta-feira (9), em um esforço para pressionar o presidente Nicolás Maduro, um dia antes de sua posse para o terceiro mandato de seis anos. O evento está marcado para sexta-feira (10), após uma eleição de julho contestada por grande parte da comunidade internacional.
A disputa eleitoral entre Maduro e o opositor Edmundo González gerou um impasse, com ambos os lados reivindicando a vitória. A autoridade eleitoral e o tribunal superior, ambos sob controle chavista, declararam a reeleição de Maduro, mas não divulgaram os resultados detalhados. O governo acusou a oposição de fomentar conspirações e afirmou que prenderá González caso ele retorne à Venezuela, enquanto outros ativistas e membros da oposição também foram detidos nas semanas que antecederam a posse.
González, que atualmente está na República Dominicana, prometeu estar em Caracas para assumir o poder no dia 10, defendendo que venceu com uma ampla margem de votos. A oposição publicou contagens de votos como evidência de sua vitória, o que gerou apoio internacional, incluindo de países como os Estados Unidos, que reconhecem González como o verdadeiro presidente eleito.
Além disso, a líder da oposição, María Corina Machado, que foi impedida de concorrer nas eleições de 2024, se juntou aos protestos. Ela, que não fazia aparições públicas desde agosto, pediu à população para se concentrar pacificamente nas ruas e à polícia e às Forças Armadas para apoiar a vitória de González.
Em resposta, o governo venezuelano, com apoio das forças militares e serviços de inteligência, preparou um forte aparato de segurança, especialmente em Caracas, e implantou medidas de proteção em torno do Palácio de Miraflores. Diosdado Cabello, ministro do Interior, minimizou as manifestações, afirmando que "nada acontecerá", mas reforçou que a segurança não será relaxada.
Apesar das tensões, a posse de Maduro segue como o evento central, com a expectativa de que o partido governista também organize uma marcha em apoio ao líder chavista.
Com informações do G1.