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Operações internacionais derrubam serviços de streaming pirata e deixam milhões sem acesso

Ação conjunta entre Argentina e Brasil atinge 36 plataformas ilegais; TV boxes irregulares seguem na mira das autoridades

03 de Dezembro de 2025
Foto: Arte / TechTudo

Uma ação coordenada entre autoridades da Argentina e do Brasil derrubou 36 serviços de streaming pirata e afetou mais de 6,2 milhões de assinantes ativos na América Latina 4,6 milhões apenas no Brasil, segundo a Alianza, entidade que combate a pirataria audiovisual. Com o bloqueio, consumidores recorreram a canais como o ReclameAqui, mas órgãos de defesa do consumidor reforçam que, por se tratar de pirataria, não há garantia de direitos.

A ofensiva na Argentina começou após denúncias da Alianza e apura, desde 2024, um esquema que funcionava como empresa formal, com setores de marketing, atendimento e até recursos humanos. Em agosto de 2025, buscas em quatro endereços revelaram escritórios que atendiam cerca de 100 funcionários e tinham clientes no Brasil, México, Equador e África do Sul. Embora a operação comercial fosse baseada em Buenos Aires, toda a infraestrutura técnica ficava na China, o que atrasou a derrubada dos serviços. As plataformas cobravam até US$ 5 por mês e tinham faturamento estimado em US$ 150 milhões ao ano.

No Brasil, a Operação 404, iniciada em 2019 e conduzida pelo Ministério da Justiça, cumpriu 44 mandados de busca, quatro ordens de prisão preventiva e três prisões em flagrante na etapa mais recente. A ação envolveu as polícias civis de 15 estados, além da Anatel, Ancine e autoridades de outros países. Desde o início, mais de 3 mil sites e aplicativos foram bloqueados, perfis em redes sociais removidos e estruturas financeiras desmanteladas. A Anatel reforça que TV boxes só podem ser usadas se homologadas.

A lista de aplicativos derrubados na operação argentina inclui 36 plataformas, entre elas ALA TV, Blue TV, BTV App, My Family Cinema, Super TV Premium, TV Express e Waka TV. No Brasil, o Ministério da Justiça afirma que não mantém uma relação pública dos serviços bloqueados, pois a identificação é feita por cada órgão envolvido nas ações. As investigações seguem com foco em desarticular novos sistemas de distribuição, enquanto associações do setor alertam que o número de aparelhos irregulares importados  sobretudo da China ,continua crescendo no país.

 

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