Ação atendeu mais de 81 mil vítimas e mobilizou 65 mil agentes.
Durante o período da operação, foram apreendidos mais de 2 kg de drogas, 632 armas de fogo, 11.902 munições e 648 armas brancas. Segundo os investigadores, esses instrumentos poderiam ser usados em crimes de violência doméstica.
Conscientização e prevenção
O Ministério da Justiça ressaltou que, além da repressão qualificada, a operação buscou promover ações de prevenção, conscientização e ampliação da rede de proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade.
“Foram realizadas palestras, rodas de conversa e distribuição de material informativo em espaços públicos, escolas e comunidades, alcançando diretamente 13,6 milhões de pessoas em todo o Brasil”, informou a pasta.
Essas atividades tiveram como objetivo ampliar o diálogo sobre igualdade de gênero, fortalecer a rede de apoio e incentivar a denúncia de casos de violência. “Ao todo, foram mobilizados 65.628 agentes de segurança pública, que realizaram 181.267 procedimentos operacionais durante a operação”, acrescentou o ministério.
Integração entre forças
De acordo com o diretor da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública, Rodney da Silva, a operação representa “um marco da integração entre polícias civis, militares, técnico-científicas, penais, bombeiros e guardas municipais, que atuaram lado a lado com o Poder Judiciário, o Ministério Público e a sociedade civil”.
Ele destacou ainda que a estratégia está baseada em diferentes frentes de atuação. Segundo Rodney da Silva, a prevenção, a repressão qualificada e o diálogo são “pilares para que se rompa o ciclo de violência e protegermos quem mais precisa”.