Microsoft e OpenAI investigam possível vazamento de informações com implicações de roubo de propriedade intelectual.
A OpenAI alegou que a DeepSeek usou dados do ChatGPT para treinar seu próprio modelo de IA, uma prática considerada ilegal pela empresa. A acusação foi confirmada pela OpenAI ao jornal Financial Times. A alegação surgiu no dia seguinte a uma declaração do CEO da OpenAI, Sam Altman, que havia elogiado o DeepSeek, reconhecendo o impacto da empresa no mercado de inteligência artificial.
Altman havia declarado: “Obviamente, entregaremos modelos muito melhores, e também é legítimo e revigorante termos um novo concorrente! Faremos alguns lançamentos.” No entanto, a OpenAI agora aponta que o DeepSeek utilizou uma técnica chamada “destilação”, onde desenvolvedores extraem dados de grandes modelos de IA, como o ChatGPT, para treinar modelos menores.
De acordo com o The Verge, a OpenAI permite que sua API seja integrada a aplicativos de terceiros, mas a prática de destilação é uma violação dos termos de serviço da empresa. A Bloomberg informou que tanto a Microsoft quanto a OpenAI iniciaram uma investigação sobre o vazamento de dados, que, segundo as empresas, foram obtidos de maneira não autorizada por um grupo associado ao DeepSeek.
A OpenAI não forneceu mais detalhes sobre o caso, e a Microsoft se recusou a comentar sobre a investigação, conforme informações da Reuters. Em entrevista à Fox News, David Sacks, líder de IA e criptomoedas da Casa Branca, afirmou que era "possível" que o DeepSeek tivesse roubado propriedade intelectual dos Estados Unidos. "Há evidências substanciais de que o que o DeepSeek fez foi destilar o conhecimento dos modelos da OpenAI", disse Sacks.