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ONU condena ataques terroristas na Colômbia que deixaram 18 mortos

Atentados em Cali e Antioquia tiveram como alvo civis e forças policiais; governo atribui ataques a dissidentes das Farc.

22 de Agosto de 2025
Foto: Ernesto Guzman / EPA

O Gabinete do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos na Colômbia condenou, nesta sexta-feira (22), os dois ataques terroristas registrados no país nas últimas 24 horas, que deixaram ao menos 18 mortos e mais de 50 feridos.

Em comunicado na rede social X, a organização destacou a gravidade do atentado com explosivos em Cali, que inicialmente contabilizava cinco civis mortos e 42 feridos, mas cujo balanço foi atualizado pelas autoridades colombianas para seis mortos e 65 feridos.

Horas antes, um helicóptero da polícia antidrogas foi alvo de um ataque com drone no município de Amalfi, em Antioquia, resultando na morte de 12 policiais.

Apelo da ONU

A ONU exigiu que grupos armados não estatais respeitem os direitos humanos e o direito internacional humanitário, lembrando o princípio da distinção entre combatentes e civis.

“Apelamos ao Estado para que atenda às vítimas e avance com as investigações pertinentes para esclarecer os fatos e garantir a justiça”, afirmou o organismo.

A organização também apresentou condolências às famílias das vítimas e reforçou que os responsáveis precisam ser julgados e punidos.

Autoridades apontam responsáveis

O presidente colombiano Gustavo Petro atribuiu os ataques ao Estado Maior Central (EMC), maior dissidência da antiga guerrilha das Farc, liderada por Néstor Vera, o “Iván Mordisco”. Segundo ele, os atentados foram uma “reação terrorista” à ofensiva do Exército colombiano no Cañón del Micay, em Cauca.

Crescente violência

Os ataques intensificaram a pressão sobre o governo Petro, que vem sendo cobrado por setores da sociedade a adotar medidas mais duras contra os grupos armados ilegais.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) alertou que o conflito colombiano atingiu em 2024 o nível mais crítico desde o acordo de paz de 2016, e que 2025 já se desenha como o ano com as piores condições humanitárias da última década.

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