Equipes seguem em busca de sobreviventes, enquanto Japão e Estados Unidos monitoram réplicas e avaliam os impactos dos tremores.
Uma sequência de fortes terremotos registrada na quarta-feira (24) mobilizou autoridades e equipes de emergência em diferentes partes do planeta. Em poucas horas, abalos sísmicos atingiram a Venezuela, o Japão e a Califórnia, nos Estados Unidos. Embora tenham ocorrido no mesmo dia, especialistas afirmam que os eventos não têm relação entre si, já que aconteceram em diferentes limites de placas tectônicas.
O cenário mais crítico é o da Venezuela. O país foi atingido por dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5, registrados com apenas 39 segundos de diferença, os mais fortes em mais de um século. O novo balanço divulgado pelas autoridades aponta ao menos 235 mortos, milhares de desabrigados, cerca de 200 pessoas ainda desaparecidas ou presas sob os escombros e mais de 250 edifícios danificados ou destruídos. As áreas mais afetadas incluem Caracas, La Guaira, Carabobo e Miranda.
As operações de resgate seguem em ritmo intenso. Bombeiros, militares e voluntários trabalham na busca por sobreviventes, enquanto réplicas continuam sendo registradas. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar permanece fechado devido aos danos estruturais, e parte da população enfrenta falta de energia elétrica e dificuldades de comunicação. A Organização das Nações Unidas (ONU) coordena a chegada de equipes internacionais de busca e salvamento e avalia que a resposta humanitária exigirá um esforço de grande escala.
Diversos países anunciaram ajuda à Venezuela. Brasil, Estados Unidos, México, França, Espanha, Suíça, Colômbia, Equador, Itália, Panamá e El Salvador enviaram ou mobilizaram equipes de resgate, hospitais de campanha, medicamentos, cães farejadores, equipamentos especializados e recursos financeiros para auxiliar nas operações.
No Japão, um terremoto de magnitude 6,9 atingiu o litoral norte do país. O tremor foi sentido em diversas cidades e provocou interrupções temporárias no transporte ferroviário para inspeções preventivas. Até o momento, não há registro de mortes nem de danos significativos, mas as autoridades mantêm monitoramento constante devido ao risco de novas réplicas.
Já nos Estados Unidos, um terremoto de magnitude 5,6 atingiu o norte da Califórnia. O abalo foi sentido em diferentes municípios, porém não houve registro de vítimas ou destruição relevante. Equipes realizaram vistorias em pontes, rodovias e edifícios públicos, enquanto o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) segue acompanhando a atividade sísmica na região.
Enquanto Japão e Estados Unidos já iniciam a normalização das atividades, a Venezuela permanece em estado de emergência. As autoridades admitem que o número de mortos ainda pode aumentar nas próximas horas, à medida que as equipes avancem sobre os edifícios destruídos e novas vítimas sejam localizadas sob os escombros.