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Museu da Amazônia (Musa): Descubra 16 Motivos para Explorar Esse Tesouro Natural e Cultural em Manaus

O Musa em seu espaço promove uma interação entre diversidade biológica, cultural e social da região amazônica, uma área convidativa para simpatizantes desse universo

27 de Janeiro de 2025
Foto: Divulgação

Com uma área de 100 hectares dentro da reserva Florestal Adolpho Ducke, O Museu da Amazônia (MUSA), fundado em janeiro de 2009 pertence ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), em Manaus (AM). Com mais de uma década de história, o espaço se tornou um ponto de referência para moradores locais e turistas que desejam explorar a biodiversidade e a cultura da Amazônia em plena área urbana.

O Musa em seu espaço promove uma interação entre diversidade biológica, cultural e social da região amazônica, uma área convidativa para simpatizantes desse universo, A seguir, 16 atrações que tornam o museu imperdível:

Lago de vitórias-régias

Uma das particularidades do Museu da Amazônia são as mundialmente conhecidas vitórias-régias (Victoria amazonica), também denominada vitórias-amazônicas. O nome se deu em homenagem à rainha Vitória da Inglaterra e a planta pode ser encontrada em um lago no Musa.

Foto: Divulgação

As flores das vitórias-amazônicas intrigam os visitantes que por elas passam. Lindas e perfumadas, duram em média 48 horas. Inicialmente são brancas, tornando-se róseas no segundo dia de vida. Veja mais sobre as vitórias-régias

Trilhas

A área que o Musa abrange é considerada uma das poucas florestas primárias em área urbana do mundo. E dentro da área em que visitantes podem percorrer, existem 7 trilhas, totalizando cinco quilômetros de extensão.

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No decorrer das trilhas é possível observar uma diversidade de pássaros, insetos, sapos, preguiças, cotias e outras espécies de animais.

Serpentário

O viveiro de serpentes do Musa atualmente abriga uma espécie de serpente peçonhenta — jararaca-do-norte (Bothrops atrox) — e cinco não peçonhetas — jiboia (Boa constrictor), jiboia-arco-íris (Epicrates cenchria), suaçuboia (Corallus hortulanus), cobra-cipó (Oxybelius fulgidus) e papa-pinto (Spilotes sulphureus).

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Esses animais habitam terrários que foram desenvolvidos exclusivamente para melhor ventilação do ar e maior segurança para os tratadores, pesquisadores e visitantes.

Orquidário

E para quem gosta de plantas, opções não faltam para quem visita o Musa: o Orquidário e bromeliário Nora Benchimol é chamado assim para homenagear Nora, que dedicou sua parte de seu trabalho para recuperação e ampliação do orquidário no Musa.

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Mais de cem espécies de orquídeas e 40 espécies de bromélias estão reunidas no viveiro. São plantas coletadas na Reserva Ducke e em diferentes regiões da Amazônia. ...

Borboletário

Para quem gosta de insetos, em especial as borboletas, existem cerca de 500 espécies de borboletas no Musa, facilmente encontradas ao longo das trilhas e no Borboletário.

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No borboletário, o visitante pode acompanhar todo o ciclo de vida das borboletas, desde o estágio dos ovos, de onde eclodem em larva para virarem lagartas, que se alimentam e crescem até formarem pupas (crisálidas), para, em seguida, eclodirem em adultos, completando a metamorfose.

6. Exposição ‘Passado presente’

Uma das seis exposições existentes no Musa é dedicada à memória da geóloga Rosalie Benchimol, professora da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). A exposição ‘Passado presente’ apresenta fragmentos da paleo e geohistória da Amazônia, como réplicas de grandes esqueletos da fauna da região.

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As réplicas dos esqueletos são do Aum amazonsauro (de 10 metros de comprimento), um Eremotherium (uma preguiça gigante de 4 metros de altura) e um purussauro (um jacaré de 13 metros de comprimento). Os animais viveram na Amazônia em três períodos: 115 milhões de anos, 5 milhões e 11 mil anos atrás.

Painéis, vídeos e fragmentos fósseis originais ilustram a história geológica e evolutiva tanto da fauna e flora da floresta como dos ambientes dessa emblemática região.

Amazônia Indígena

Outra exposição, no formato fotográfico – ‘Amazônia indígena’ – foi montada com 61 painéis fotográficos de grandes dimensões ao longo da trilha branca do Musa. As imagens foram registradas ao longo dos anos pelo fotógrafo Renato Soares, em sucessivas viagens, e retratam a vida e cultura indígena da Amazônia.  

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As fotografias mostram cenas do cotidiano de vinte etnias amazônicas e fazem parte de um projeto iniciado por Renato em 2005, em que são registradas imagens indígenas de todo o Brasil. 

Pinturas de Feliciano Lana

Continuando nas exposições existentes no espaço, além de fotografias, é possível encontrar pinturas do artista indígena Feliciano Lana. O Kenhiporã, “filho dos desenhos dos sonhos”, nasceu na aldeia São João Batista, no rio Tiquié, em 1937.

 

Foto: Divulgação

O artista era filho de Manuel Lana, que era desana e a mãe, Paulina Pimentel, tukano. Trabalhou como mecânico, agricultor e seringueiro. Nos anos 1960 conheceu o escritor Márcio Souza, a antropóloga Berta Ribeiro, do Museu Nacional, e o padre Casimiro Bécksta, colaborando intensamente com eles no registro e ilustração dos mitos e histórias das culturas indígenas do rio Negro.

Cogumelos e Fungos

Além dos viveiros de animais e plantas, visitantes podem observar fungos e cogumelos em um Fungário. Os fungos são conhecidos como bolor de pão, mofo, orelha-de-pau, leveduras e cogumelos e se diferenciam dos animais e plantas por se nutrirem por absorção e pela parede celular constituída de quitina.

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Existem seis grandes grupos de fungos, que se encontram no Musa: Microsporidia, Chytridiomycota, Zygomycota, Glomeromycota, Ascomycota e Basidiomycota.

Aquários

Atração para quem deseja conhecer mais da fauna amazônica, o Aquário Denis e Luciana Minev abriga diversas espécies de peixes da região, como pirarucus, tambaquis, aruanãs, pirararas, poraquês – o famoso peixe elétrico – acarás e jaraquis.

Foto: Divulgação

Aracnidário

Para quem tem fobia de aranhas, deve evitar esse viveiro. Isso porque, até o momento pouco mais de 700 espécies de aranhas foram registradas no Musa. Além disso, no aracnidário é possível entender um pouco mais da morfologia do animal.

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Outros aracnídeos possuem menos espécies descritas, os escorpiões com cerca de oito espécies, os esquizomídeos com duas espécies, e os amblipígios, ricinúleos, palpigrados, telifônidos e solífugos com uma espécie cada.

Jardim sensorial

Para quem gosta de plantas, que aqui na Amazônia possuem diversas funcionalidades desde decoração até para cura de doenças de comunidades tradicionais, o Musa proporciona uma experiência olfativa através de um Jardim Sensorial, com plantas desde babosa até a “polêmica” castanha-da-Amazônia.

Foto: Divulgação

Sapos, peixes e musgos

Continuando a série de exposições do Museu, a ‘Sapos, peixes e musgos’ retrata a diversidade biológica destes animais no bioma. A descrição da exposição, no site do Musa, afirma: “são sapos que carregam os filhotes nas costas, peixes que respiram fora da água e plantas secas que ao menor sinal de água voltam à vida como em um passe de mágica”.

Foto: Divulgação

Durante a exposição, o visitante encontra painéis explicativos, aquários, terrário, réplicas de muiraquitãs, o Jogo do Cururu e o Tangram das Briófitas. A visita se completa com uma caminhada pela Trilha dos Sapos, que passa por dez pontos relacionados à vida desses animais.

Peixe e Gente

A exposição ‘Peixe e gente’ mostra as práticas e armadilhas de pesca do povo Cacuri, que vive no Alto Rio Negro, no Amazonas. Estes são construtores das armadilhas de pesca que prepararam usando cipós e talas de paxiúbas e zarabatanas.

Foto: Divulgação

O Musa os recebeu em Manaus e ofereceu a eles instrumentos, tendas e espaços onde reconstruir e representar, passo a passo, as práticas e cerimônias do seu cotidiano de vida e pesca.

Torre de 42 metros

Além dos aspectos de fauna e flora, um dos grandes atrativos do Musa é a famosa Torre de 42 metros. São 242 degraus e 81 m2 de base. No decorrer da subida, com direito a três plataformas de parada, é possível observar pássaros e a imensidão da floresta.

Foto: Divulgação

Vale lembrar que a torre funciona de segunda a domingo (exceto quartas-feiras), das 9h às 17h (o portão de entrada do Musa fecha às 16h). Nascer e pôr do sol, observação de aves e visitas em horários especiais devem ser agendados.

Visitantes ilustres

O Musa é visitado por pessoas do mundo todo, incluindo autoridades. Em outubro de 2024, em visita oficial ao Brasil, a Rainha Mary Donaldson da Dinamarca, esteve lá.

Quem também esteve no local em 2024 foi o então presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que sobrevoou áreas de floresta na região e confirmou a doação R$ 289 milhões para o Fundo da Amazônia.

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