Procedimento apura impactos ambientais e riscos à saúde após forte odor atingir diferentes áreas da capital amazonense.
O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou um inquérito civil para investigar possíveis danos ambientais e riscos à saúde pública relacionados a um suposto vazamento de gás estireno em Manaus. O episódio teria ocorrido no dia 15 de julho, nas dependências da indústria Videolar-Innova S/A, unidade IV.
A investigação será conduzida pela 49ª Promotoria de Justiça Especializada na Proteção e Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Histórico (Prodemaph). O procedimento foi registrado como Inquérito Civil nº 06.2026.00005936-8.
A medida foi assinada pela promotora de Justiça Ana Cláudia Daou e teve origem na Notícia de Fato nº 01.2026.00005936-8. O procedimento inicial foi aberto após relatos de que um forte odor, possivelmente causado pelo vazamento da substância, teria sido sentido em diversas regiões da capital amazonense.
O estireno é uma substância cuja exposição pode provocar efeitos à saúde, como irritação nos olhos e no nariz, dores de cabeça, tontura e fadiga. Diante dos possíveis impactos do episódio, o Ministério Público decidiu solicitar informações e documentos aos órgãos ambientais responsáveis pela fiscalização.
Ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), o MPAM determinou o envio, no prazo de dez dias, da documentação relacionada ao licenciamento ambiental da empresa. O órgão também deverá apresentar o procedimento administrativo instaurado após o evento ocorrido nas instalações da indústria, em 16 de julho de 2026.
O Ipaam ainda deverá encaminhar os relatórios de fiscalização e de monitoramento ambiental produzidos após a ocorrência. Os documentos serão analisados para verificar as circunstâncias do suposto vazamento e identificar a existência de possíveis impactos ao meio ambiente.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) também terá dez dias para informar quais procedimentos administrativos e medidas foram adotados dentro de suas atribuições. A pasta deverá apresentar relatórios, avaliações técnicas e outros documentos que indiquem a eventual existência de dano ambiental ou risco concreto à saúde pública.