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Mortes de 22 cavalos no Amazonas levam a investigação sobre intoxicação alimentar

Suspeita de intoxicação alimentar em feno contaminado é investigada após a morte dos animais

09 de Janeiro de 2025
Foto: Arquivo pessoal

Desde o início de 2025, o Amazonas tem enfrentado uma série de mortes misteriosas de cavalos, com pelo menos 22 animais mortos até esta quinta-feira (9). A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) investiga as causas, suspeitando de intoxicação alimentar, possivelmente originada por feno contaminado. As mortes começaram a ser registradas entre sábado (4) e segunda-feira (6), quando dez cavalos morreram na capital, Manaus. 

De acordo com a PC-AM, a maioria das mortes ocorreu em dois locais: 12 cavalos faleceram no Haras da Nilton Lins e oito em uma chácara no bairro Tarumã. Outras duas mortes ocorreram no município de Presidente Figueiredo. Além disso, a polícia confirmou que há outros cavalos doentes, mas a quantidade exata não foi revelada. 

Investigações em andamento 

A suspeita de intoxicação alimentar surgiu devido ao fornecimento de ração proveniente de uma única empresa, ainda não identificada, que pode ter sido a responsável pela contaminação do feno. A PC-AM tem investigado diversos fatores, incluindo a produção, armazenamento e distribuição do alimento. Já foram realizadas as seguintes ações: 

Inspeção nos locais de produção e armazenamento da ração para verificar condições de higiene e armazenamento. 

Requisição de perícias detalhadas nos locais das mortes. 

Necropsia dos animais para identificar a causa das mortes. 

Análise do alimento suspeito para identificar substâncias tóxicas. 

Depoimentos de donos de animais, veterinários e funcionários dos haras. 

A Delegacia Especializada em Crimes Contra o Meio Ambiente e Urbanismo (Dema), com o apoio de peritos criminais e técnicos da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf), continua as investigações. 

O Caso em Detalhes 

No sábado (4), donos de cavalos no Haras da Nilton Lins encontraram três animais mortos e outros doentes, com sintomas como falta de apetite e rápida perda de peso. Os cavalos sobreviventes receberam tratamento, mas outros seis morreram até terça-feira (7). No dia seguinte, um cavalo de uma chácara em outro local também faleceu. 

A Universidade Nilton Lins, que administra o haras, informou que tomou medidas imediatas para proteger os outros animais após os primeiros sintomas, mas, posteriormente, os cavalos mortos foram enterrados de maneira irregular no próprio terreno do haras. Donos de cavalos denunciaram que os enterros não seguiram os critérios sanitários adequados, com imagens mostrando os animais sendo enterrados em covas improvisadas. 

A situação gerou grande preocupação, e as autoridades seguem trabalhando para esclarecer as causas das mortes e evitar mais danos.

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