Quarta-Feira, (28 de Outubro de 2026)
Esportes

Morre Guerrinha, comentarista esportivo da Rádio Gaúcha, aos 70 anos

Jornalista estava internado em Porto Alegre após infecção pulmonar que evoluiu para quadro generalizado; comunicador deixa legado de mais de cinco décadas na imprensa gaúcha.

Por: Portal Amz em Pauta
28 de Outubro de 2026
Foto: Diário Gaúcho/Grupo RBS — Fotografia de arquivo

O jornalista e comentarista esportivo Adroaldo Guerra Filho, conhecido como Guerrinha, morreu nesta quarta-feira (28), aos 70 anos, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. O comunicador estava internado no Instituto de Cardiologia devido a uma infecção pulmonar que evoluiu para um quadro generalizado. A morte foi confirmada pelo Grupo RBS, onde trabalhou por 43 anos. Reconhecido pelo bom humor, pelas frases de efeito e pelo estilo irreverente, Guerrinha se tornou uma das vozes mais conhecidas do jornalismo esportivo gaúcho.

Filho da funcionária pública Ieda e do rádio-ator Adroaldo Guerra, conhecido como Vovô Guerra, o jornalista cresceu próximo ao universo da comunicação. Apesar da influência paterna, iniciou sua carreira na imprensa escrita, impulsionado pela paixão pelas corridas de cavalos, modalidade conhecida como turfe.

Durante a graduação em Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Guerrinha começou a escrever para o extinto Jornal Hoje, do Grupo RBS. Posteriormente, passou pela Folha da Manhã e pelo Correio do Povo, onde acompanhava o cotidiano do Jockey Club e as competições de turfe.

Em 1983, retornou ao Grupo RBS para trabalhar no jornal Zero Hora. Inicialmente, continuou dedicado às corridas de cavalos, mas a redução do espaço destinado à modalidade abriu caminho para uma nova fase profissional. Em 1993, passou a acompanhar o futebol, especialmente o Sport Club Internacional, equipe da qual era torcedor declarado.

A chegada aos microfones da Rádio Gaúcha aconteceu em 1999. Cinco anos depois, passou a integrar o tradicional programa Sala de Redação, inicialmente para substituir temporariamente o comentarista Kenny Braga. A participação conquistou os ouvintes, e Guerrinha permaneceu na bancada, tornando-se um dos principais personagens da atração.

Além do rádio, o jornalista também escreveu a coluna Guerra Total, no Diário Gaúcho, a partir de 2000. Sua trajetória foi marcada por comentários diretos, comparações bem-humoradas e expressões que se popularizaram entre torcedores do Internacional e do Grêmio.

O comunicador também criou o Paredão do Guerrinha, projeto de entrevistas lançado em 2014. A atração recebeu personalidades do futebol e ampliou sua presença nas plataformas digitais, permitindo que novas gerações conhecessem seu estilo de comunicação.

A morte provocou manifestações de pesar de clubes e entidades esportivas. Internacional, Grêmio e Juventude divulgaram homenagens ao jornalista. A Federação Gaúcha de Futebol também lamentou a perda e destacou sua contribuição para a comunicação esportiva do estado.

Em comunicado oficial, o Grupo RBS ressaltou a importância do profissional, que atuou como repórter, editor, comentarista e colunista ao longo de mais de quatro décadas na empresa. Guerrinha deixa a esposa, Kathia, as filhas Michelle e Karine e três netos.

 

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