Ex-presidente apresentou agravamento nas crises de soluços durante prisão domiciliar.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (13) que o ex-presidente Jair Bolsonaro receba atendimento médico em casa. A decisão foi tomada após os advogados da defesa informarem que o ex-presidente apresentou agravamento nas crises de soluços nas últimas horas e necessitava de cuidados imediatos.
Desde 4 de agosto, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, determinada por Moraes no inquérito que investiga sua atuação, junto ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), em suposta tentativa de promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do STF, em articulação com o então governo do ex-presidente norte-americano Donald Trump.
Na nova decisão, Moraes autorizou que a médica Marina Grazziotin Pasolini, indicada pela defesa, realize o atendimento domiciliar sem necessidade de autorização prévia do Supremo. O ministro também determinou que, em caso de urgência, Bolsonaro poderá ser encaminhado a um hospital, devendo comprovar o atendimento em até 24 horas.
No mês passado, o ex-presidente apresentou mal-estar, episódios de pré-síncope, vômitos e queda de pressão arterial, o que levou à sua internação no Hospital DF Star, em Brasília.
A situação de saúde de Bolsonaro tem sido motivo de preocupação constante desde o início do cumprimento da prisão domiciliar. O ex-presidente já havia relatado desconfortos gastrointestinais e dores abdominais em outras ocasiões.
Em setembro, a Primeira Turma do STF condenou Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão no processo que apura a chamada trama golpista, relacionada a tentativas de interferência nas instituições democráticas brasileiras.
Com a autorização médica, a defesa do ex-presidente deve enviar relatórios periódicos à Corte, mantendo o STF informado sobre seu estado de saúde e os atendimentos realizados.