A descoberta foi feita por cientistas da Universidade de Hiroshima e publicada no periódico Meteoritics & Planetary Science.
Uma nova análise das amostras coletadas pela missão japonesa Hayabusa 2 no asteroide Ryugu revelou um dado surpreendente: a presença do mineral djerfisherita, que normalmente só se forma em ambientes com temperaturas acima de 300°C.
A descoberta foi feita por cientistas da Universidade de Hiroshima e publicada no periódico Meteoritics & Planetary Science. O achado levanta dúvidas sobre a origem e a história térmica do asteroide, que até então era classificado como um condrito CI, tipo de meteorito considerado rico em carbono e formado em regiões frias do Sistema Solar.
No entanto, a djerfisherita é comum em condritos enstatíticos, que se formam próximos ao Sol, em ambientes significativamente mais quentes. Isso sugere que Ryugu pode ter se originado em uma região diferente daquela indicada pelas análises anteriores — ou que passou por eventos térmicos intensos ao longo de sua história.
A missão Hayabusa 2 foi lançada em 3 de dezembro de 2014 e chegou a Ryugu em 2018, a mais de 300 milhões de quilômetros da Terra. A cápsula com cerca de 5,4 gramas de material pousou no interior da Austrália em dezembro de 2020. Desde então, cientistas de diversos países estão analisando os fragmentos. A espaçonave Hayabusa 2 segue em missão estendida rumo ao asteroide 1998 KY26, que deverá ser alcançado em 2031.