Sexta-Feira, (30 de Outubro de 2026)
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Milhares vão às ruas na Itália contra custo de vida e gastos militares

Estudantes e trabalhadores exigem mais investimentos em educação, moradia acessível e salários melhores; manifestações ocorrem sob forte esquema policial.

Por: Portal Amz em Pauta
30 de Outubro de 2026
Foto: Andreas Solaro/AFP

Milhares de estudantes, trabalhadores e aposentados saíram às ruas de diversas cidades da Itália nesta sexta-feira (30) para protestar contra o aumento do custo de vida e reivindicar mais investimentos em educação e moradia. A mobilização nacional, acompanhada por uma greve geral convocada pelo sindicato Unione Sindacale di Base (USB), ocorre em meio a um forte esquema de segurança organizado para evitar confrontos. As manifestações atingem cidades como Roma, Milão, Bolonha, Gênova, Nápoles e Turim.

A onda de protestos ganhou força após semanas de mobilizações estudantis, incluindo ocupações de escolas e acampamentos organizados por jovens que cobram melhores condições de ensino e acesso à moradia. O movimento também recebeu influência de manifestações semelhantes realizadas na França e na Espanha, onde estudantes têm denunciado dificuldades financeiras e o aumento dos custos para estudar.

Além dos estudantes, a greve reuniu caminhoneiros, taxistas, agricultores e trabalhadores de diferentes setores. Entre as principais reivindicações estão a redução dos preços dos combustíveis, o aumento dos salários e a diminuição dos gastos militares. Os manifestantes também criticam as prioridades econômicas do governo da primeira-ministra Giorgia Meloni.

Na capital italiana, milhares de pessoas partiram da estação ferroviária Termini em direção à região do Coliseu. Com cartazes, bandeiras e megafones, os participantes percorreram ruas do centro histórico, acompanhados por agentes policiais. Em determinados trechos, houve bloqueios para controlar o deslocamento dos manifestantes e prevenir possíveis episódios de violência.

A estudante universitária Beatrice Chilelli, de 21 anos, afirmou à agência AFP que os jovens chegaram ao limite diante das dificuldades financeiras. Segundo ela, estudantes enfrentam mensalidades elevadas e aluguéis que pesam no orçamento familiar. Em Roma, um quarto individual em residência estudantil pode custar até 1.200 euros mensais, aproximadamente R$ 7,1 mil.

Em Milão, os protestos começaram nas proximidades da estação central e seguiram para outras regiões da cidade. A manifestação ocorre duas semanas depois de episódios de violência registrados durante atos anteriores, quando houve saques, destruição de estabelecimentos comerciais e confrontos com policiais.

Também foram registradas mobilizações em Bolonha, Gênova, Nápoles e Turim. Em alguns pontos, ocorreram confrontos isolados entre manifestantes e forças de segurança, mas não havia registro de confrontos graves generalizados nas primeiras atualizações desta sexta-feira.

Os atos também reuniram participantes com bandeiras palestinas e cartazes contrários aos conflitos no Oriente Médio. Uma das principais críticas dos organizadores é o aumento dos investimentos em defesa, enquanto a população enfrenta dificuldades para pagar despesas básicas, como alimentação, transporte e habitação.

Diante da pressão social, o governo italiano aprovou recentemente um pacote de auxílio de 175,2 milhões de euros, destinado a caminhoneiros, agricultores e pescadores afetados pelo aumento dos combustíveis. A administração de Giorgia Meloni também discute medidas voltadas a jovens e famílias no projeto de orçamento para 2027.

 

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