Meio Ambiente

Megatsunami no Alasca entra para lista dos maiores da história

Onda gigante provocada por colapso de rochas devastou área costeira e acendeu alerta climático

Por: Portal Amz em Pauta
07 de Maio de 2026
Foto: Cyrus Read /U.S. Geological Survey

Um megatsunami registrado no Alasca entrou para a história como o segundo maior já documentado no mundo. O fenômeno foi provocado pelo deslizamento de milhões de toneladas de rocha de uma montanha diretamente em um fiorde remoto no sudeste do estado norte-americano.

Segundo pesquisadores, cerca de 64 milhões de metros cúbicos de rocha despencaram na água em menos de um minuto, gerando uma onda gigantesca de quase 500 metros de altura. O impacto destruiu vegetação, arrancou árvores inteiras das encostas e deixou marcas visíveis na paisagem costeira.

O episódio aconteceu no fiorde Tracy Arm, região bastante visitada por navios de cruzeiro turísticos. Cientistas afirmam que, por ter ocorrido durante a madrugada, a tragédia poderia ter sido ainda maior caso embarcações estivessem próximas da área no momento do colapso.

O geólogo Bretwood Higman, que visitou o local semanas após o desastre, afirmou que a situação foi “por pouco” e alertou para o risco crescente desses eventos no Alasca. Ele relatou ter encontrado árvores destruídas, rochas expostas e sinais claros da força extrema da onda.

Os megatsunamis diferem dos tsunamis tradicionais porque são causados por deslizamentos de terra ou colapsos de rochas que atingem grandes massas de água. Normalmente, esses fenômenos têm impacto mais localizado, mas podem alcançar alturas extremamente elevadas.

O maior megatsunami já registrado ocorreu em 1958, na Baía de Lituya, também no Alasca, quando uma onda ultrapassou os 500 metros de altura. O novo episódio agora ocupa a segunda posição nos registros históricos.

Pesquisadores apontam que o derretimento acelerado das geleiras, impulsionado pelas mudanças climáticas, está aumentando a instabilidade das montanhas da região e elevando o risco de novos deslizamentos. Um estudo recente publicado na revista Science reforça essa preocupação e indica que esses eventos podem se tornar cada vez mais frequentes.

Diante do risco, cientistas defendem a ampliação do monitoramento em áreas vulneráveis do Alasca. Algumas empresas de cruzeiros já anunciaram mudanças nas rotas turísticas e a suspensão de viagens para o fiorde Tracy Arm por questões de segurança.

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