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Megafauna extinta: entenda como animais gigantes pararam de existir

Ao menos 151 espécies de grandes mamíferos desapareceram, sendo que os herbívoros de grande porte foram os mais afetados.

19 de Maio de 2025
Foto: Fabio Manucci/Museo di Storia Naturale di Milano

 

Durante dezenas de milhares de anos, o planeta foi lar de criaturas impressionantes: mamutes, bichos-preguiças gigantes, diprotodontes e outros grandes herbívoros dominavam a paisagem. Mas esse cenário mudou drasticamente há cerca de 50 mil anos, quando teve início um processo de extinção em massa da chamada megafauna, que ainda hoje intriga a ciência.

Ao longo desse período, ao menos 151 espécies de grandes mamíferos desapareceram, sendo que os herbívoros de grande porte foram os mais afetados: de 57 espécies existentes naquela época, apenas 11 sobrevivem atualmente.

Por décadas, especialistas discutiram se essas extinções foram causadas principalmente pelas mudanças climáticas, que encerraram a última era glacial, ou pela ação humana. Agora, um amplo estudo da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, joga luz sobre o debate: a caça realizada por humanos teve um papel mais significativo do que o clima no desaparecimento desses animais.

A pesquisa analisou 300 estudos anteriores e concluiu que, embora o aquecimento global do período tenha contribuído para a extinção da megafauna, o impacto humano foi determinante. Evidências arqueológicas, como armadilhas construídas para capturar animais gigantes, bem como resíduos de proteínas em pontas de lanças e isótopos encontrados em ossos humanos antigos, indicam que a caça aos grandes mamíferos era uma prática comum e disseminada.

Além disso, as próprias características biológicas da megafauna tornavam esses animais extremamente vulneráveis à exploração. Com longos períodos de gestação, poucas crias e maturação sexual tardia, suas populações não conseguiam se recuperar com a mesma rapidez com que eram abatidas.

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