Saúde

Médicos alertam sobre os riscos dos desafios online e orientam pais sobre cuidados essenciais

Dados indicam que desafios virtuais já causaram a morte ou ferimentos graves em 56 crianças e adolescentes entre 2014 e 2025

20 de Abril de 2025
Foto: Reprodução / Internet

A crescente popularidade de desafios virtuais entre crianças e adolescentes tem gerado preocupação entre médicos e especialistas, que alertam sobre os perigos desses jogos online. Recentemente, duas mortes envolvendo crianças em desafios online chamaram a atenção de pais e da sociedade médica. No último domingo (13), Sarah Raíssa Pereira, de 8 anos, morreu no Distrito Federal após inalar aerossol de um desodorante. Em 2022, um garoto de 10 anos faleceu em Belo Horizonte, também devido ao "desafio do desodorante". 

Diante dos casos trágicos, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) emitiu um alerta sobre os riscos à integridade física e emocional dos jovens ao se envolverem em desafios populares nas redes sociais. Dados do Instituto DimiCuida apontam que entre 2014 e 2025, pelo menos 56 crianças e adolescentes de 7 a 18 anos morreram ou sofreram ferimentos graves ao participar de jogos e desafios online, com destaque para comportamentos de risco como sufocamento, apneia, asfixia e autoagressão. 

Como proteger as crianças e adolescentes? 

O Grupo de Trabalho Saúde na Era Digital da SBP recomenda que médicos, especialmente pediatras, abordem o tema de forma preventiva durante as consultas. No documento “#Menos Jogos Perigosos #Mais Saúde”, a SBP sugere que pais e cuidadores supervisionem as atividades online das crianças, estabelecendo regras claras sobre segurança, privacidade e bloqueio de conteúdos inapropriados, violentos ou discriminatórios que possam afetar a saúde mental e física dos menores. 

Além disso, os especialistas apontam a importância de educadores, psicólogos e profissionais da saúde mental se envolverem na conscientização sobre os riscos desses desafios. O objetivo é que a sociedade esteja preparada para agir de forma preventiva, identificando sinais de envolvimento com comportamentos arriscados. 

A SBP também recomenda que as crianças e adolescentes sejam ensinados a entender as regras de segurança no ambiente digital e a importância do respeito com os colegas, tanto na escola quanto na internet. É fundamental que sejam treinados em habilidades de comunicação emocional e social, o que ajuda na compreensão e prevenção de riscos comportamentais online. 

Outro ponto destacado pelos especialistas é a necessidade de denunciar conteúdos prejudiciais, incluindo desafios perigosos, para que possam ser removidos e bloqueados das plataformas digitais rapidamente. 

Para Evelyn Eisenstein, coordenadora do GT Saúde na Era Digital da SBP, os desafios perigosos podem colocar em risco a vida física e psicológica das crianças. “Esses desafios promovem comportamentos de autoagressão e, muitas vezes, são tratados como 'brincadeiras inofensivas'. No entanto, são divulgados e amplificados com rapidez em vídeos e imagens em diferentes plataformas”, explica Eisenstein. 

 

Com informações da CNN Brasil.

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