Educação

MEC lança cartilha para fortalecer combate ao trabalho infantil nas escolas

Publicação incentiva formação de professores e integração da educação em direitos humanos.

09 de Outubro de 2025
Foto: CNJ

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta semana a cartilha “Enfrentamento ao Trabalho Infantil”, material educativo que tem como objetivo apoiar educadores, gestores e profissionais da educação na promoção de uma cultura de respeito aos direitos da criança e do adolescente.

De acordo com o MEC, a iniciativa reforça o papel estratégico da escola na prevenção e identificação de situações de vulnerabilidade, destacando que é no ambiente escolar onde muitos casos de violação de direitos podem ser detectados e encaminhados para redes de proteção.

“Por meio de práticas pedagógicas voltadas à cidadania, à reflexão crítica e à valorização da infância, educadores podem contribuir para a conscientização sobre o tema e para a criação de redes locais de cuidado, com a compreensão de que a escola é parte da rede de proteção do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente”, destaca a publicação.

Formação e conscientização

A cartilha propõe ações educativas e formativas que estimulem o debate sobre o tema em sala de aula, integrando o enfrentamento ao trabalho infantil às políticas de educação em direitos humanos. O material também incentiva a formação continuada de professores e a produção de materiais pedagógicos contextualizados, que auxiliem no diálogo com estudantes e comunidades escolares.

“Com uma abordagem formativa e reflexiva sobre o trabalho infantil, suas causas estruturais e os impactos sociais, econômicos e psicológicos sobre o desenvolvimento das crianças e adolescentes, a publicação ressalta que o enfrentamento dessa violação de direitos exige ações integradas entre a escola, a família, a comunidade e o poder público, de modo a assegurar o cumprimento da legislação brasileira e o direito à educação de qualidade”, reforçou o MEC.

Base legal e parcerias

Os temas abordados na cartilha estão alinhados a marcos legais nacionais, como a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos e as Diretrizes Nacionais para a Educação em Direitos Humanos.

A iniciativa é fruto de uma parceria entre o MEC, a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e a Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI).

Situação no Brasil

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), o Brasil registrava, em 2023, 1,6 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil. O número representa uma queda em relação a 2022, quando foram contabilizados 1,8 milhão de casos na mesma faixa etária.

Com a nova cartilha, o MEC pretende fortalecer a atuação da escola como espaço de formação cidadã, prevenção e enfrentamento ao trabalho infantil, promovendo uma educação comprometida com os direitos humanos e com o futuro das novas gerações.

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