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MC Lan lança álbum V3NOM e revela reencontro profundo com rock experimental

Cantor apresenta projeto autoral marcado por introspecção, espiritualidade e fusão musical

13 de Dezembro de 2025
Foto: Divulgação

O cantor MC Lan, de 31 anos, lançou nesta sexta-feira (12) o álbum V3NOM, seu primeiro trabalho voltado ao rock experimental, após anos de destaque na cena do funk. O projeto marca uma virada artística na carreira do músico, que resgata influências do rock e do metal, além de referências estéticas das décadas de 1950, 1960 e 1970, em um processo que ele define como intenso e profundamente pessoal.

Segundo o artista, V3NOM representa uma parte de si que sempre existiu, mas que permaneceu guardada por muito tempo. Lan descreve o disco como sua expressão mais crua e instintiva, fruto de um processo criativo exigente e emocionalmente desgastante, no qual buscou externalizar sentimentos e conflitos que não conseguia traduzir anteriormente em sua música.

O álbum é apresentado em capítulos, sendo o primeiro intitulado Eclipse, nome que simboliza uma fase de transição em sua trajetória. Para o cantor, o conceito remete ao encontro entre sombra e luz, refletindo um período em que esteve afastado da carreira e em busca de compreender como exercer sua arte de forma verdadeira, após se sentir perdido mesmo com uma trajetória produtiva.

Lan afirma que, apesar do sucesso consolidado no funk, sempre manteve uma ligação com o rock desde a infância. Ele avalia que, após muitos anos de carreira, chegou a um momento de questionamento interno, no qual precisou se perder para se reencontrar artisticamente e entender, de fato, qual caminho desejava seguir.

As faixas de V3NOM abordam temas humanos e existenciais, como propósito, sentimentos, memórias e vidas passadas. O cantor destaca que o álbum não foi concebido para agradar ao mercado, mas para ser fiel à sua essência e aos seus gostos musicais, mesmo mantendo pinceladas do funk como forma de reafirmar suas raízes e sua história.

O processo criativo também funcionou como uma espécie de terapia, segundo o artista. Lan relata que revisitou traumas e vulnerabilidades, expressando em música sentimentos e pedidos de perdão que não conseguiu verbalizar em outros espaços. Ele afirma que a experiência o conectou ainda mais com a espiritualidade, citando momentos de reflexão ligados a Ogum e Iansã como parte de seu autoconhecimento.

A grandiosidade do projeto se reflete nas colaborações internacionais e nacionais presentes no álbum, que reúne nomes como John Dolmayan, do System of a Down, Ra Diaz, do KoRn, Bladee, Pink Siifu, Twisco e Criolo. Para MC Lan, as parcerias reforçam o propósito de usar a arte como instrumento de acolhimento e transformação, aproximando o público de reflexões sobre ancestralidade, alquimia, misticismo e o entendimento do próprio destino.

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