Desvalorização de mais de 10% nas ações fez bilionário cair no ranking mundial
O fundador da Meta, Mark Zuckerberg, perdeu cerca de R$ 155 bilhões em apenas um dia após a forte queda das ações de sua empresa na última quinta-feira (30). Os papéis da companhia, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, recuaram mais de 10% na Bolsa de Nova York, marcando o pior desempenho do ano para o grupo de tecnologia.
Com a desvalorização, o patrimônio de Zuckerberg diminuiu em aproximadamente US$ 29 bilhões, segundo estimativas da revista Forbes. O bilionário, que ocupava o terceiro lugar no ranking das pessoas mais ricas do mundo, caiu para a quinta posição, sendo ultrapassado por Larry Page, cofundador do Google.
Mesmo após a perda, o empresário ainda mantém uma fortuna avaliada em US$ 228,4 bilhões, o equivalente a R$ 1,22 trilhão. À frente dele estão Larry Page (US$ 236,3 bilhões), Jeff Bezos (US$ 238,3 bilhões), Larry Ellison (US$ 314,7 bilhões) e Elon Musk, que lidera a lista com impressionantes US$ 490,8 bilhões.
A queda nas ações foi provocada pela divulgação de resultados financeiros abaixo das expectativas do mercado. Apesar do crescimento nas receitas e do avanço dos investimentos em inteligência artificial, a Meta sofreu impacto de uma cobrança de impostos bilionária, que reduziu drasticamente o lucro do trimestre e gerou reação negativa entre investidores.
Analistas apontam que o aumento das despesas também contribuiu para a desvalorização. Zuckerberg confirmou que continuará investindo pesadamente em inteligência artificial, com planos de expandir as operações do setor nos próximos anos. A estratégia, embora ambiciosa, tem sido vista por parte do mercado como arriscada, especialmente diante da instabilidade econômica global.
Nos bastidores, investidores expressaram preocupação com o ritmo dos gastos da Meta, que já soma bilhões em projetos de realidade virtual, metaverso e inteligência artificial. A empresa, no entanto, afirma que aposta em inovação a longo prazo e que as recentes quedas não alteram sua visão estratégica para o futuro.
Mesmo com a turbulência financeira, a Meta segue entre as maiores empresas de tecnologia do mundo. O episódio, contudo, reforça a volatilidade do setor e mostra como uma única decisão corporativa pode afetar em larga escala as fortunas pessoais e o valor de mercado das gigantes do Vale do Silício.