O velório e a cremação do advogado serão realizados nesta segunda-feira (13), em Brasília
O jurista alagoano Marcello Lavenère Machado faleceu neste domingo (12), em Brasília, aos 86 anos. Conhecido nacionalmente, ele ganhou destaque em 1992 ao assinar, como presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o pedido de impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello. Sua atuação marcou a história política do país.
Veja os documentos do pedido de impeachment de Fernando de Collor de Mello em 1992
Seccionais da OAB em todo o Brasil emitiram notas de pesar, ressaltando o papel de Lavenère na defesa da democracia, dos direitos humanos e da justiça social. Membro vitalício do Conselho Federal da OAB, o advogado era natural de Maceió, onde iniciou sua trajetória de luta em prol de uma sociedade mais justa e igualitária.
Entre 2003 e 2007, Lavenère presidiu a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, dedicando-se à análise de reparações para vítimas da ditadura militar. Sua atuação foi essencial para promover a justiça histórica e os direitos dos perseguidos políticos. Foi também membro da Comissão de Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
Em nota publicada no X, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou o legado de Lavenère, que foi "sempre atuante na defesa da democracia e da justiça social", além de ser um incansável defensor das vítimas da ditadura militar. Lula transmitiu condolências aos familiares, amigos e colegas do advogado.
No campo acadêmico, Lavenère deixou sua marca como professor na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), na Universidade de Brasília (UnB) e na Escola Superior do Ministério Público. Ele influenciou gerações de juristas com seu comprometimento ético e humanista.
Marcello Lavenère deixa sua esposa, seis filhos, quinze netos e sete bisnetos. Sua partida representa uma grande perda para o meio jurídico e para a luta pelos direitos humanos no Brasil.
O velório e a cremação do advogado serão realizados nesta segunda-feira (13), em Brasília. O legado de Lavenère seguirá como inspiração para aqueles que acreditam em uma sociedade mais justa e democrática.