Capital concentrou 1.134 das 1.311 vagas formais abertas no estado.
O Amazonas abriu 1.311 vagas de emprego com carteira assinada em janeiro, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta terça-feira (3) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. A maior parte das contratações ocorreu em Manaus, que registrou 1.134 novos postos formais de trabalho e soma atualmente 520,9 mil vínculos ativos.
Além da capital, outros municípios também apresentaram saldo positivo na geração de empregos. Parintins abriu 54 vagas, seguido por Humaitá (44), Itacoatiara (30) e Carauari (23).
Entre os trabalhadores contratados no estado, as mulheres ocuparam a maioria das vagas, com 717 postos, enquanto os homens preencheram 594. Pessoas com ensino médio completo lideraram as contratações, com 1.719 admissões, e jovens entre 18 e 24 anos foram o grupo mais beneficiado, com 907 vagas.
No recorte por setores da economia, três apresentaram saldo positivo em janeiro. O setor de serviços liderou a geração de empregos, com 1.147 vagas, seguido pela indústria, com 1.116, e pela construção civil, com 243 postos. Já a agropecuária registrou saldo negativo de 18 vagas e o comércio apresentou redução de 1.177 postos.
No cenário nacional, o Brasil criou 112.334 empregos formais em janeiro de 2026. O resultado é fruto de 2,2 milhões de admissões e 2,09 milhões de desligamentos. No acumulado de 12 meses, o país abriu 1,22 milhão de vagas, elevando o total de vínculos formais de 47,34 milhões para 48,57 milhões, crescimento de 2,6%.
Dezoito estados tiveram saldo positivo no período. Santa Catarina liderou a geração de empregos, com 19 mil vagas, seguido por Mato Grosso (18.731), Rio Grande do Sul (18.421) e Paraná (18.306).
Todas as regiões do país registraram crescimento no emprego formal. A região Sul liderou, com 55,7 mil vagas, seguida pelo Centro-Oeste (35,4 mil) e Sudeste (13,3 mil). O Nordeste registrou saldo de 6,1 mil vagas e o Norte, 1,7 mil.
Entre os setores da economia no país, a indústria abriu 54.991 vagas, seguida pela construção civil, com 50.545, serviços, com 40.525, e agropecuária, com 23.073 postos. O comércio registrou saldo negativo de 56.800 vagas, reflexo da sazonalidade após as festas de fim de ano.
No recorte por gênero, os homens ocuparam a maioria das vagas no país, com 94,5 mil postos, enquanto as mulheres preencheram 17,7 mil. Jovens de até 24 anos responderam por quase todo o saldo positivo, com 111,8 mil vagas. Pessoas com ensino médio completo lideraram as contratações, com 69,6 mil.
Por raça, trabalhadores pardos foram maioria entre os contratados, com 76,5 mil vagas, seguidos por brancos (33,5 mil), pretos (13,2 mil) e indígenas (4,1 mil).
O salário médio de admissão em janeiro foi de R$ 2.389, alta de 3,3% em relação a dezembro, quando o valor foi de R$ 2.312. Na comparação com janeiro de 2025, o aumento foi de 1,7%.