Atendimento começa com adolescentes e mulheres em situação de vulnerabilidade social.
A Prefeitura de Manaus iniciou a oferta do implante contraceptivo subdérmico liberador de etonogestrel em nove unidades da rede municipal de saúde. Mais de 7 mil unidades do método passaram a ser disponibilizadas após a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) capacitar médicos para a realização do procedimento.
Neste primeiro momento, o atendimento será direcionado a adolescentes a partir de 14 anos e a mulheres em situação de vulnerabilidade social. O implante, conhecido comercialmente como Implanon, é um método de longa duração e alta eficácia, podendo atuar no organismo por até três anos, conforme informações do Ministério da Saúde.
Segundo a enfermeira Lúcia Freitas, chefe da Divisão de Atenção à Saúde da Mulher da Semsa, a remessa inicial será destinada a grupos prioritários. “A primeira remessa será destinada a grupos vulneráveis, como pessoas em situação de rua, indígenas, migrantes, mulheres vivendo com HIV em uso do medicamento Dolutegravir, homens trans, entre outros públicos”, afirmou.
Lúcia Freitas explicou ainda que, por se tratar de um contraceptivo hormonal, há contraindicações absolutas e relativas que precisam ser avaliadas individualmente. “O médico deverá avaliar a paciente e poderá indicar ou não esse tipo de contraceptivo. Um exemplo de contraindicação absoluta é em casos de mulheres em tratamento de câncer de mama e demais neoplasias sensíveis a esteróides (hormônios) sexuais, ou mulheres grávidas. As contraindicações relativas devem ser avaliadas, como casos de paciente com lúpus, hipersensibilidade ao princípio ativo do contraceptivo e sangramento genital irregular”, esclareceu.
Com a ampliação gradual da oferta, conforme o envio de novos lotes pelo Ministério da Saúde, a expectativa do Sistema Único de Saúde (SUS) é contribuir para a redução da mortalidade materna, fetal e infantil, especialmente em situações de gravidez não intencional.
O implante contraceptivo está disponível nas seguintes unidades de saúde: na zona Sul, na USF Dr. José Rayol dos Santos; na zona Oeste, nas USFs Silvio Santos e Adalgiza Barbosa de Lima, além do Ambulatório de Planejamento Reprodutivo da Maternidade Moura Tapajóz; na zona Rural, na Unidade de Saúde Pau-Rosa; na zona Leste, nas USFs José Avelino Pereira e Amazonas Palhano; e na zona Norte, nas USFs Armando Mendes e Professor Carlson Gracie.
Para receber o implante, a paciente deve passar por consulta médica em uma das unidades. No caso de adolescentes, é obrigatória a presença de um responsável. A Semsa informou que pretende ampliar o serviço com uma nova capacitação de médicos prevista para o mês de março.