Instalada no Parque do Mindu, nova unidade faz parte de uma rede que vai reunir dados em tempo real sobre o clima, ajudando na prevenção de desastres e no planejamento urbano da capital
A terceira Estação Meteorológica de Manaus foi inaugurada na manhã desta quarta-feira (21), no Parque Municipal do Mindu, localizado no bairro Parque 10 de Novembro, zona Centro-Sul. A iniciativa integra o Plano Municipal de Mudanças Climáticas e tem como objetivo reforçar o monitoramento ambiental e melhorar a resposta da capital a eventos climáticos extremos.
O projeto prevê a implantação de nove estações meteorológicas em pontos estratégicos da cidade. As duas primeiras unidades já estão em operação nas zonas Norte e Oeste. Outras duas estão previstas para serem entregues na próxima semana, totalizando cinco estações em funcionamento até o final de maio.
Segundo a Prefeitura de Manaus, a meta é concluir a instalação de todas as nove unidades até o fim de junho. A escolha dos locais levou em conta critérios técnicos relacionados à vulnerabilidade climática e à necessidade de cobertura regional adequada.
Durante a inauguração, o prefeito David Almeida ressaltou que a tecnologia das estações permite a coleta de dados em tempo real, como temperatura, umidade, intensidade da chuva e velocidade do vento. Com isso, a Defesa Civil poderá antecipar ações e responder de forma mais eficiente a situações de risco.
De acordo com o prefeito, os dados gerados estarão disponíveis para consulta no site do Centro de Cooperação da Cidade (CCC), permitindo à população acompanhar, por exemplo, regiões com maior índice de chuvas ou risco de alagamentos. A transparência das informações ajudará no planejamento de ações preventivas.
Além do monitoramento climático, as estações também realizam leituras sismológicas, fundamentais para subsidiar decisões sobre obras, empreendimentos e ocupações urbanas. A criação dessa rede permitirá à capital amazonense construir uma base de dados inédita para o planejamento urbano e ambiental.
Almeida destacou ainda que o projeto está integrado a outras iniciativas de mapeamento de riscos geológicos e hidrológicos, além de ações de educação ambiental. “A tecnologia sozinha não resolve. Precisamos da colaboração da população. Mas agora teremos informação e estrutura para agir antes que o problema aconteça”, concluiu.