Demanda chegou a 2.015 MW nesta quarta-feira (23), em meio ao calor intenso e ao aumento do uso de equipamentos de refrigeração.
Manaus e a Região Metropolitana registraram na última quarta-feira (23) um novo recorde histórico de consumo de energia elétrica. Segundo dados do Centro de Operação do Sistema, a demanda atingiu 2.015 MW às 20h20, estabelecendo um novo pico para o sistema elétrico local.
O volume representa aumento de 14% em relação ao maior consumo registrado no mesmo período de setembro de 2025. O novo recorde ocorre apenas uma semana após outro pico de demanda e reforça o cenário de forte pressão sobre o sistema elétrico da capital amazonense e dos municípios da região metropolitana.
O aumento no consumo está diretamente relacionado às altas temperaturas registradas nos últimos dias. Com termômetros acima dos 40°C em diferentes momentos, cresce o uso de aparelhos de ar-condicionado, ventiladores e outros equipamentos de refrigeração, especialmente nos horários de maior calor.
De acordo com a Âmbar Energia, somente entre agosto e setembro já foram registrados cinco recordes de consumo de energia no sistema de Manaus. A empresa, que assumiu a concessão há cinco meses, afirma ter investido mais de R$ 300 milhões em ações para reforçar a estrutura elétrica.
Entre as medidas adotadas estão manutenções, renovação de subestações, troca de transformadores e substituição de outros equipamentos considerados essenciais para suportar os picos de demanda. A estratégia, segundo a companhia, é aumentar a capacidade e a confiabilidade do fornecimento diante do crescimento do consumo.
Para o gerente de Operações da Âmbar Energia, Raimundo Júnior, o novo pico evidencia o desafio enfrentado pelo setor neste período de calor intenso. “Esse novo pico mostra o tamanho do desafio que o sistema elétrico tem enfrentado neste período de calor intenso. Só entre agosto e setembro, já são cinco recordes de consumo”, afirmou.
Segundo Raimundo, as equipes seguem mobilizadas 24 horas por dia, com ações programadas e intervenções emergenciais em pontos considerados necessários. “O objetivo é garantir um fornecimento cada vez mais estável e confiável para a população”, completou.