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Mamonas Assassinas marcam 30 anos de saudade

Fenômeno dos anos 1990, banda teve carreira meteórica e fim trágico que comoveu o país

Por: Portal Amz em Pauta
02 de Marco de 2026
Foto: Arquivo / Mamonas Assassinas

Três décadas após o acidente aéreo que interrompeu de forma abrupta uma das trajetórias mais rápidas e impactantes da música brasileira, os Mamonas Assassinas seguem como símbolo de irreverência, humor e sucesso meteórico. Em apenas nove meses de carreira nacional, o grupo saiu de Guarulhos, na Grande São Paulo, para se tornar um fenômeno de vendas e audiência, antes de ter a história encerrada tragicamente em 2 de março de 1996.

Formada por Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Sérgio Reoli e Júlio Rasec, a banda nasceu quase por acaso. Antes da fama, os músicos integravam o grupo Utopia, que tocava rock com influências dos anos 1980 e tinha alcance restrito ao circuito de bairro. A virada ocorreu quando conheceram o produtor Rick Bonadio, que enxergou potencial no carisma do quinteto, mas percebeu que o estilo precisava ser reinventado. A aposta no humor escrachado e em letras irreverentes mudou o rumo da carreira.

O nome Mamonas Assassinas surgiu em uma reunião de ideias liderada por Samuel Reoli. Com um EP em mãos, o grupo chamou a atenção de gravadoras até assinar contrato com a EMI. O álbum de estreia, intitulado Mamonas Assassinas, foi lançado em 23 de junho de 1995 e registrou números impressionantes. Em 12 horas, vendeu mais de 25 mil cópias. Em pouco mais de três meses, ultrapassou a marca de 1 milhão de discos comercializados. Em menos de um ano, superou 3 milhões de unidades, consolidando-se como um dos álbuns de estreia mais vendidos da história da música brasileira.

O sucesso se refletia nos palcos e na televisão, onde a banda acumulava apresentações lotadas e participações em programas de grande audiência. No dia 2 de março de 1996, o grupo realizou o último show no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, diante de cerca de 10 mil pessoas. Naquela mesma noite, embarcou em um jato Learjet 25D com destino a São Paulo, onde faria escala antes da primeira turnê internacional, em Portugal.

Durante a aproximação para pouso no Aeroporto Internacional de Guarulhos, o piloto realizou uma arremetida, procedimento padrão quando as condições não são ideais. Na tentativa seguinte, a aeronave executou uma curva em direção contrária à prevista e colidiu contra a Serra da Cantareira. Todos os ocupantes morreram. O acidente chocou o Brasil, mobilizou cobertura nacional e marcou definitivamente a memória cultural do país. Trinta anos depois, o legado dos Mamonas Assassinas permanece vivo, lembrado por uma geração que viu cinco jovens transformarem irreverência em fenômeno e deixarem uma marca que atravessou o tempo.

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