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Maior central nuclear do mundo volta a parar no Japão

Tepco afirma que reator 6 foi suspenso e não há impacto radioativo externo.

22 de Janeiro de 2026

A usina nuclear de Kashiwazaki Kariwa, da Tokyo Electric Power Company.

Foto: REUTERS / Issei Kato

A elétrica japonesa Tepco paralisou o reator número seis da Central Nuclear de Kashiwazaki-Kariwa (KK), considerada a maior do mundo em capacidade, após um alarme no sistema de monitorização das barras de controle durante a reativação da unidade.

“Durante a operação de retirada das barras de controle, foi emitido um alarme no sistema de monitorização para uma das barras, e a operação foi suspensa”, informou a empresa em comunicado.

Segundo a Tepco (Tokyo Electric Power Company), houve uma tentativa de substituição de componentes elétricos no painel que opera as barras de controle, essenciais para regular a potência do reator e garantir sua segurança, mas o problema persistiu, levando à abertura de uma investigação.

“A central encontra-se em condições estáveis e não há impacto radioativo no exterior”, assegurou a companhia.

A interrupção ocorreu um dia após a Tepco reiniciar a central, 15 anos depois do fechamento em 2011, que aconteceu na sequência do acidente na Central Nuclear de Fukushima, também operada pela empresa.

A assembleia da província de Niigata, onde fica o complexo, aprovou em dezembro passado a reativação do reator 6, após o regulador nuclear nacional autorizar a religação de dois dos sete reatores da instalação.

Os reatores 6 e 7 passaram nas revisões para reativação em 2017, mas a central permaneceu inoperacional devido a falhas na segurança contra ataques terroristas. Em dezembro de 2023, as medidas adotadas foram aprovadas e, desde então, a Tepco avançou nos trâmites para colocar os dois reatores em operação.

Com capacidade superior a 8 mil megawatts (MW), Kashiwazaki-Kariwa é apontada como peça-chave no plano de fornecimento de energia da Tepco e está alinhada à estratégia do governo japonês de ampliar o uso de centrais nucleares para atingir metas de redução de emissões.

A reativação também marcou a primeira retomada de uma central operada pela Tepco desde o desastre nuclear de 2011, provocado por um grande terremoto seguido de tsunami no leste do Japão.

 

Com informações da Agência Lusa*

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