O presidente também aproveitou para reafirmar seu compromisso com aliados ocidentais, mesmo diante de desafios como a iminente guerra comercial e os desdobramentos do conflito na Ucrânia
O presidente francês Emmanuel Macron fez duras críticas a Elon Musk durante seu discurso anual aos embaixadores franceses, acusando-o de interferir na política europeia e de apoiar movimentos reacionários em escala global. Embora Macron não tenha citado Musk diretamente, sua descrição era inconfundível. “Dez anos atrás, quem imaginaria que o dono de uma das maiores redes sociais apoiaria um movimento reacionário internacional e interviria diretamente em eleições, inclusive na Alemanha”, disse Macron.
As declarações de Macron vêm em meio a uma crescente reação política contra Musk na Europa. O bilionário foi acusado de apoiar publicamente o partido Alternativa para a Alemanha, de extrema direita, em uma eleição antecipada no país. Além disso, Musk entrou em conflito com o primeiro-ministro britânico Keir Starmer e pediu que Nigel Farage, líder do partido de direita Reform UK, deixasse o cargo, intensificando as tensões com líderes políticos europeus.
O primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, também expressou preocupação sobre o impacto de Musk na política global. Segundo ele, é “preocupante” que um homem com tanto acesso às mídias sociais esteja tão diretamente envolvido em questões políticas de outros países. Apesar de ter relações cordiais com Macron no passado, Musk não se pronunciou sobre as críticas recentes do líder francês.
A situação se agravou com postagens de Musk em sua rede social, onde ele compartilhou informações falsas sobre figuras públicas e questionou a atuação de políticos como Keir Starmer. Essas ações reforçaram as críticas sobre seu impacto na política internacional e alegações de interferência eleitoral.
Macron destacou que, apesar das divergências, trabalhará com o novo governo dos Estados Unidos, inclusive com o presidente eleito Donald Trump, que deve participar de uma cúpula sobre inteligência artificial em Paris no próximo mês. O líder francês defendeu a importância de uma Europa forte para manter respeito e relevância no cenário global.
O presidente também aproveitou para reafirmar seu compromisso com aliados ocidentais, mesmo diante de desafios como a iminente guerra comercial e os desdobramentos do conflito na Ucrânia. Segundo Macron, a cooperação com líderes como Trump é essencial para enfrentar esses cenários complexos.