Presidente citou o Amazonas como sede da COP30 durante evento prévio em Belém
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cometeu uma gafe nesta quinta-feira (6) durante a abertura da Cúpula do Clima, realizada em Belém, no Pará. Ao discursar diante de líderes internacionais e autoridades brasileiras, Lula se referiu ao estado do Amazonas como sede da COP30, confundindo-o com o Pará, que sediará oficialmente o evento entre os dias 10 e 21 de novembro.
“Muita gente não acreditava que fosse possível trazer para o estado do Amazonas uma COP. Porque as pessoas estão mais habituadas a desfilar por grandes cidades”, disse o presidente, arrancando reações discretas de parte do público. A fala, transmitida ao vivo, viralizou rapidamente nas redes sociais e gerou comentários irônicos de internautas que destacaram o deslize geográfico.
Apesar do equívoco, Lula prosseguiu o discurso destacando a relevância de a Amazônia receber um evento global sobre mudanças climáticas. Ele enfatizou que sediar a conferência na região amazônica representa um marco histórico e um reconhecimento do papel estratégico do Brasil na agenda ambiental internacional.
A Cúpula do Clima, considerada um evento preparatório para a COP30, reúne chefes de Estado, ministros e representantes de mais de 70 países. O encontro busca fortalecer os compromissos multilaterais relacionados ao combate ao desmatamento, à transição energética e à preservação das florestas e oceanos, temas centrais da conferência de novembro.
O evento em Belém também marca a fase final dos preparativos logísticos e diplomáticos para a COP30, que deverá mobilizar milhares de participantes, incluindo líderes mundiais, cientistas e organizações ambientais. A conferência será a primeira do gênero sediada na Amazônia, reforçando o protagonismo do Brasil nas discussões globais sobre sustentabilidade e mudanças climáticas.
A fala de Lula, embora considerada uma gafe leve, acabou servindo para reforçar o simbolismo da Amazônia no debate climático. O presidente encerrou o discurso defendendo que os países em desenvolvimento tenham mais voz e recursos nas negociações ambientais e reafirmou o compromisso do Brasil em liderar ações pela preservação da floresta e pelo desenvolvimento sustentável da região.