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Lula anuncia isenção de visto para chineses em medida de reciprocidade

Decisão foi comunicada a Xi Jinping e segue política adotada pela China desde 2025.

23 de Janeiro de 2026
Foto: Reuters / Pablo Sanhueza

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que vai conceder isenção de algumas categorias de vistos de curta duração a cidadãos chineses, em reciprocidade à política adotada pela China desde 2025, que passou a permitir a entrada de brasileiros sem visto. A decisão foi informada ao presidente chinês, Xi Jinping, durante uma conversa por telefone na noite desta quinta-feira (22), segundo nota divulgada pelo Palácio do Planalto na manhã desta sexta-feira (23).

De acordo com o governo brasileiro, a isenção ocorre no contexto da ampliação da cooperação entre os países em áreas da “fronteira do conhecimento”. A medida chinesa inclui cidadãos brasileiros desde 1º de junho de 2025 e, inicialmente válida por um ano, teve o prazo estendido até 31 de dezembro de 2026.

A política de isenção da China também abrange outros países sul-americanos, como Argentina, Chile, Peru e Uruguai, dentro de um grupo de 45 nações contempladas. Segundo as regras citadas, portadores de passaportes comuns podem entrar no país asiático sem visto para fins de negócios, turismo, visitas, intercâmbios e trânsito, com permanência de até 30 dias.

O telefonema entre Lula e Xi Jinping durou cerca de 45 minutos e abordou o fortalecimento das relações bilaterais desde a visita do líder chinês ao Brasil, em novembro de 2024, quando foi anunciada a formação da Comunidade de Futuro Compartilhado Brasil-China por um Mundo mais Justo e um Planeta mais Sustentável. Segundo o Planalto, os dois destacaram sinergias em áreas como infraestrutura, transição ecológica e tecnologia e reafirmaram compromisso com o multilateralismo e o fortalecimento das Nações Unidas

A agência estatal chinesa Xinhua também divulgou informações sobre a ligação e afirmou que Xi Jinping disse que China e Brasil devem salvaguardar os interesses comuns do Sul Global e manter o papel central das Nações Unidas diante de uma “situação internacional turbulenta”.

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