Fenômeno anual é resultado da passagem da Terra por rastros deixados pelo cometa Tempel-Tuttle
A chuva de meteoros Leônidas chega ao seu pico de atividade nesta semana, com expectativa média entre 10 e 15 meteoros por hora, dependendo das condições atmosféricas e de luminosidade de cada região. O fenômeno é observado globalmente e costuma atrair astrônomos profissionais, amadores e curiosos por sua velocidade e brilho característicos.
A Leônidas ocorre quando a Terra cruza nuvens de partículas deixadas pelo cometa Tempel-Tuttle, que completa sua órbita aproximadamente a cada 33 anos. Ao entrarem na atmosfera terrestre em altíssima velocidade, cerca de 71 quilômetros por segundo, as partículas incendeiam-se e produzem rastros luminosos conhecidos como “estrelas cadentes”.
Para uma observação mais eficiente, recomenda-se procurar locais afastados da iluminação artificial, com horizonte amplo e céu limpo. Também é importante permitir que os olhos se adaptem à escuridão, o que pode levar até 20 minutos, aumentando a percepção de clarões mais sutis e eventuais meteoros brilhantes e persistentes.
O radiante da chuva, ponto aparente de onde os meteoros parecem surgir, está localizado na constelação de Leão, visível durante a madrugada. Embora não seja necessária qualquer lente ou telescópio, paciência e atenção são fundamentais, já que a intensidade pode variar de acordo com a região, o clima e o grau de poluição luminosa.