Seu legado, permanece vivo na memória dos fãs e no reconhecimento de sua importância para a história do esporte
Morreu nesta terça-feira (19), aos 87 anos, o ex-jogador de basquete Wlamir Marques, um dos maiores nomes do esporte no Brasil e no mundo. Ele foi internado no Hospital Santa Maggiore, em São Paulo. A causa da morte ainda não foi divulgada. Ídolo da seleção brasileira, Wlamir foi peça-chave na conquista dos Mundiais de 1959 e 1963, além de ter levado duas medalhas de bronze nas Olimpíadas de Roma 1960 e Tóquio 1964.
Apelidado de "Diabo Loiro", Wlamir era um jogador versátil, capaz de atuar em todas as posições dentro de quadra. Sua agilidade e técnica fizeram uma referência no esporte. Em fevereiro de 2024, ele fez sua última privacidade pública ao ser homenageado com uma miniatura realista no Ginásio do Corinthians, clube pelo qual fez história e que leva seu nome desde 2016.
Nascido em São Vicente, litoral de São Paulo, em 16 de julho de 1937, Wlamir teve contato com o basquete de forma inusitada: aos 10 anos, pulou o muro do clube Tumiaru e descobriu sua paixão pelo esporte. Aos 16, transferiu-se para o XV de Piracicaba, onde conquistou seus primeiros títulos paulistas. Em 1962, já bicampeão mundial pela seleção, foi contratado pelo Corinthians.
No clube paulista, Wlamir jogou por 10 anos e venceu oito Campeonatos Paulistas, tornando-se um dos maiores ídolos do tempo. Em reconhecimento à sua trajetória, o Corinthians batizou seu ginásio com o nome Wlamir Marques e, em 2018, aposentou a camisa 5, usada pelo jogador durante sua carreira.
Mesmo com uma carreira brilhante, Wlamir precisou conciliar o basquete com um emprego nos Correios, pois a modalidade ainda não era profissional. Ainda assim, conseguiu se formar em Educação Física aos 30 anos e movimentos no esporte como treinador, comandando equipes masculinas e femininas, além de atuar como professor e comentarista esportivo.
Além de "Diabo Loiro", outro apelido marcou sua trajetória: "Disco Voador". Por sua experiência no atletismo, Wlamir tinha uma impulsão impressionante, sendo capaz de saltar mais de seis metros. Sua habilidade foi determinante para a seleção brasileira, onde atuou por 17 anos e conquistou títulos mundiais, pan-americanos e sul-americanos.
A história de Wlamir também está ligada ao surgimento do Mundial de Clubes da FIBA. Em 1965, o Corinthians inventou o Real Madrid, campeão europeu, e venceu por 118 a 109, com Wlamir marcando 51 pontos. A atuação impressionante contribuiu para a FIBA ??a oficializar a competição no ano seguinte.
Fora das quadras, Wlamir recebeu diversas homenagens. Em 2020, a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) criou um troféu com seu nome para premiar os melhores jogadores do Campeonato Brasileiro adulto. Seu impacto no basquete brasileiro e mundial segue como referência para gerações futuras.
Mesmo depois de se aposentar oficialmente em 1974, Wlamir não se aposentou do basquete. Em 2001, voltou às quadras para conquistar um título mundial com a seleção de master, encerrando sua carreira de maneira simbólica. Sua contribuição ao esporte vai além dos títulos, sendo um exemplo de dedicação e amor ao basquete.
Com a morte de Wlamir Marques, o basquete brasileiro perde um de seus maiores ídolos. Seu legado, no entanto, permanece vivo na memória dos fãs e no reconhecimento de sua importância para a história do esporte.
Antes da bola subir para a estreia do #Timão em casa pela Liga Ouro, uma justa homenagem a Wlamir Marques, lenda das quadras e que dá nome ao ginásio alvinegro!#VaiCorinthians#BasqueteCorinthians pic.twitter.com/MSdgX1gkxL
? Corinthians (@Corinthians) March 8, 2018