Justiça

Laudo aponta contradições e reforça feminicí­dio em caso de policial

Investigação indica agressão, luta corporal e tentativa de alterar cena do crime

Por: Portal Amz em Pauta
19 de Marco de 2026
Foto: Reprodução / Redes sociais

A morte da soldado Gisele Alves Santana passou a ser tratada como feminicídio após laudo da Polícia Científica de São Paulo apontar inconsistências no depoimento do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto e evidências de violência no local. O oficial foi preso preventivamente e se tornou réu após a Justiça aceitar denúncia do Ministério Público.

Segundo os peritos, a dinâmica do crime indica que a vítima foi surpreendida dentro da residência e imobilizada por trás. O laudo descreve que Gisele tentou se defender, havendo sinais de luta corporal, antes de ser atingida por um disparo na cabeça. Foram identificadas marcas compatíveis com pressão de dedos no rosto e no pescoço, além de arranhões.

A investigação foi inicialmente tratada como suicídio, mas passou a ser reclassificada após análise de evidências como a posição da arma, ausência de cartucho, estado do sangue e lacunas temporais. Um bombeiro relatou estranhamento ao encontrar a arma “bem encaixada” na mão da vítima, sem sinais típicos de disparo.

Imagens e depoimentos também indicam comportamento suspeito do tenente-coronel após o crime. Ele teria tomado banho e trocado de roupa, contrariando orientações para preservação de vestígios. Testemunhas afirmaram ainda que o oficial não tentou prestar socorro e não demonstrava desespero.

Outro ponto investigado é a suposta limpeza do local horas após o ocorrido, realizada por policiais militares. Com base no conjunto de provas, o suspeito responde por feminicídio e fraude processual, além de ser alvo de apuração na Justiça Militar.

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