Obra dirigida por Paulo Roberto Olímpio traz as histórias de seis pessoas trans em Manaus e será exibida no Dia da Visibilidade Trans
O documentário “Vidas Trans: amores, dissabores, arte” será lançado na próxima quarta-feira (29/01), às 9h, no Museu Amazônico da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), no Centro de Manaus. O evento, com entrada gratuita, coincide com o Dia da Visibilidade Trans, data dedicada a rememorar as lutas e as resistências da comunidade trans por melhores condições de vida.
Dirigido pelo jornalista Paulo Roberto Olímpio, o documentário apresenta as narrativas de seis pessoas transgêneras que vivem em Manaus, compartilhando suas histórias, lutas e realidades. De acordo com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), pessoas trans são aquelas que não se identificam com o gênero atribuído no nascimento. O termo "trans" inclui todas as identidades de gênero que não sejam cisgêneras.
Paulo Roberto Olímpio explicou que a ideia do documentário surgiu após reflexões sobre a invisibilidade e marginalização da comunidade trans: “Em pleno século 21, as violências contra pessoas trans e travestis são uma realidade em nossa cidade. Por isso, este documentário surge como uma forma de acolher essas narrativas e dar protagonismo a estes cidadãos, contribuindo para o debate público, por meio da arte.”
Dayo Nascimento, artista e fotógrafo transmasculino, é um dos destaques do filme. Inicialmente entrevistado, ele agora faz parte da equipe de comunicação do projeto e destacou a importância do documentário para a visibilidade da comunidade trans: “Creio que fazer parte desse trabalho é uma forma de criar uma ponte de diálogo com a comunidade que faço parte e gerar um impacto transformador na sociedade civil.”
Os outros membros da equipe incluem Andrew Mathews, formando em Pedagogia e apoio técnico e pedagógico do projeto, e Haroldo Glalk, ator e diretor artístico do documentário.
O projeto foi contemplado pelo Edital Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), na categoria Bolsa Cultural, e conta com o patrocínio do Governo Federal, Concultura, e da Prefeitura de Manaus, além do apoio da Ufam e do Museu Amazônico.
Durante o evento, haverá uma roda de debates com os participantes para promover o diálogo sobre a temática com o público. As atividades serão acessíveis a Pessoas com Deficiência (PcD) e pessoas com mobilidade reduzida.