Cantor é acusado de crimes ligados ao tráfico e confronto com policiais.
A Justiça do Rio de Janeiro determinou, na manhã desta terça-feira (22), a prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam. A decisão foi tomada após uma confusão envolvendo policiais civis na residência do artista, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão.
Oruam é acusado de uma série de crimes, incluindo tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), os fatos estão diretamente ligados ao episódio ocorrido durante a madrugada, quando os agentes foram até a casa do cantor para cumprir uma ordem judicial contra um adolescente acusado de envolvimento com o tráfico.
De acordo com a Polícia Civil, o menor localizado na casa do artista é apontado como integrante de uma facção criminosa, além de ser um dos maiores ladrões de veículos do estado. Ele também seria segurança pessoal do traficante Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca.
Na decisão, a juíza Ana Cristine Scheele Santos, do Plantão Judiciário do TJRJ, destacou que, “analisando os autos”, a prisão preventiva “se faz pertinente para a garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal ou para garantir a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e cometer suficiente de autoria e de perigo gerado pelo estado de liberdade do imputado”.
Com a medida, Oruam deverá permanecer preso enquanto aguarda o desenrolar das investigações e o andamento do processo judicial. Até o momento, a defesa do artista não se manifestou publicamente sobre a decisão.