Domingo, (06 de Setembro de 2026)
Justiça

Justiça condena 'carimbadores' por crimes sexuais contra menores em Manaus

Dupla recebeu penas que somam mais de 20 anos de prisão em regime fechado.

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04 de Fevereiro de 2026
Foto: Arquivo / TJAM

Dois réus investigados na Operação Carimbadores foram condenados nesta terça-feira (3) por crimes de exploração sexual de crianças e adolescentes em Manaus. As penas aplicadas, somadas, ultrapassam 20 anos de prisão em regime fechado. A decisão ainda cabe recurso.

Os condenados, de 21 e 31 anos, haviam sido presos entre maio e junho de 2024, após investigações apontarem que compartilhavam mensagens e informações sobre a prática de relações sexuais desprotegidas com o objetivo de transmitir o vírus HIV a jovens. Nas conversas, eles se autodenominavam “carimbadores”.

A sentença foi assinada pelo juiz Rosberg de Souza Crozara. Um dos réus foi condenado a 12 anos, três meses e dez dias de prisão, enquanto o outro recebeu pena de nove anos, cinco meses e dez dias.

Durante a instrução do processo, foram analisados celulares apreendidos com os acusados. Laudos do Instituto de Criminalística confirmaram a existência de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes nos aparelhos.

Rodrigo Santos e Victor Higorde ( Foto: Reprodução)

Os dois homens foram condenados com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), pelos crimes de posse e divulgação de material pornográfico infantil, além de associação criminosa, prevista no artigo 288 do Código Penal.

As investigações tiveram início em 2022, após denúncia anônima recebida por autoridades, e foram retomadas em dezembro de 2023 com apoio da Polícia Federal. A apuração foi conduzida pela Polícia Civil do Amazonas, por meio da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).

Segundo a então titular da delegacia, Joyce Coelho, os suspeitos compartilhavam mensagens e conteúdos pornográficos, além de relatos de abusos cometidos contra crianças e adolescentes, com a intenção de transmitir HIV ou Aids.

Os réus chegaram a ser soltos temporariamente após o término do prazo de prisão, mas foram novamente detidos após novo pedido de prisão preventiva apresentado pela polícia.

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