Luan Araújo teve a pena considerada cumprida após pagamento de multa judicial.
A Justiça de São Paulo arquivou, nesta segunda-feira (15), o processo movido pela ex-deputada federal Carla Zambelli contra o jornalista Luan Araújo. A ação estava relacionada a um texto publicado por ele após o episódio em que Zambelli o perseguiu com uma arma nas ruas da capital paulista, às vésperas do segundo turno das eleições de 2022.
No artigo publicado no site Diário do Centro do Mundo, Araújo afirmou que Zambelli era “seguida por uma seita de doentes de uma extrema direita” e classificou a ideologia como “mesquinha, maldosa e mercadora da morte”. Após a publicação, o jornalista foi condenado por injúria e difamação.
A pena, que seria cumprida em regime aberto, foi substituída por multa no valor de R$ 2.216,30. Segundo a defesa, Araújo não pagou inicialmente por falta de condições financeiras. Com isso, a Justiça chegou a determinar a prisão do jornalista no início de junho.
Nas últimas semanas, amigos e familiares arrecadaram o valor por meio de campanha na internet e quitaram a multa. Após o pagamento, o juiz José Fernando Steinberg, do Juizado Especial Criminal, considerou a pena cumprida e extinguiu o processo, conforme informou o Ministério Público de São Paulo.
O caso teve origem em uma discussão entre Zambelli e Araújo em uma rua da zona sul de São Paulo, em 2022. Durante o desentendimento, a então deputada sacou um revólver e passou a perseguir o jornalista.
Pelo episódio, Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 5 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma. A ex-parlamentar fugiu para a Itália após uma condenação anterior, de 10 anos de reclusão, por invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), caso que também levou à cassação de seu mandato.