01 de setembro de 2026
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Júri condena homem por planejar assassinato de Tupac Shakur

Duane “Keffe D” Davis é o primeiro condenado pelo crime de 1996 e pode receber prisão perpétua.

Por: Portal Amz em Pauta
01 de Setembro de 2026
Foto: Reprodução e Reuters

Quase 30 anos após o assassinato do rapper Tupac Shakur, um júri de Las Vegas, nos Estados Unidos, considerou Duane “Keffe D” Davis, de 63 anos, culpado por homicídio em primeiro grau com uso de arma letal. O veredito foi anunciado nesta segunda-feira (31), após cerca de três horas de deliberação, e representa a primeira condenação relacionada à morte de um dos maiores nomes da história do rap. Davis pode ser condenado à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

O julgamento durou 11 dias. Ao longo do processo, foram selecionados 16 jurados, quatro deles suplentes. A acusação apresentou 24 testemunhas, enquanto a defesa ouviu três. Os promotores sustentaram que Davis participou da organização do ataque contra Tupac, mesmo sem ter sido apontado como o autor dos disparos.

Segundo a acusação, o crime ocorreu como vingança após Tupac e integrantes de seu grupo agredirem Orlando “Baby Lane” Anderson, sobrinho de Davis, horas antes do tiroteio. O rapper estava em um carro com Marion “Suge” Knight quando um Cadillac branco se aproximou e os ocupantes abriram fogo, em 7 de setembro de 1996, em Las Vegas. Tupac morreu seis dias depois, aos 25 anos.

O vice-procurador distrital Binu Palal argumentou durante as alegações finais que Davis conseguiu uma arma e participou da busca por Tupac e Knight após a briga. A acusação também destacou que, ao longo dos anos, Davis afirmou diversas vezes que estava dentro do Cadillac usado no ataque. “Os fatos essenciais permanecem. Os fatos materiais permanecem”, disse Palal.

Grande parte das provas apresentadas pela promotoria teve como base declarações feitas pelo próprio Davis ao longo dos anos. Em entrevistas, gravações com investigadores e no livro de memórias “Compton Street Legend”, publicado em 2019, ele afirmou que estava no banco do passageiro da frente do veículo e que entregou a arma a um dos homens que estavam no banco traseiro.

A defesa contestou a força dessas declarações e alegou falta de provas independentes que colocassem Davis no local do crime. O advogado Michael Sanft destacou a ausência de registros telefônicos, imagens de câmeras de segurança e outras evidências físicas. “Eles não têm nada neste caso que indique que esse homem estava aqui em Las Vegas em 7 de setembro de 1996”, disse Sanft.

Pela legislação de Nevada, uma pessoa pode ser responsabilizada por homicídio mesmo que não tenha efetuado os disparos, desde que tenha participado do planejamento ou da execução do crime. Os outros três homens apontados como ocupantes do Cadillac na noite do assassinato já morreram. A identidade de quem efetivamente disparou contra Tupac não foi estabelecida pela acusação durante o julgamento.

A sentença de Davis está prevista para 13 de outubro. A defesa informou que pretende recorrer da condenação. O veredito encerra uma etapa de um dos casos mais conhecidos e duradouros da história do hip-hop, que permaneceu sem condenações durante quase três décadas.

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