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Julgamento de P. Diddy expõe esquema sexual com mais de 120 denúncias

O rapper está preso desde setembro de 2024 no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York

05 de Maio de 2025
Foto: Divulgação

Começou nesta segunda-feira (5), nos Estados Unidos, o julgamento do rapper Sean Combs, mais conhecido como P. Diddy. Ele é acusado de liderar um extenso esquema de exploração sexual e enfrenta mais de 120 denúncias envolvendo crimes como estupro, assédio, tráfico sexual, extorsão e coerção.

O rapper está preso desde setembro de 2024 no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York. Caso seja condenado, poderá cumprir prisão perpétua. Seu advogado, Marc Agnifilo, afirmou que a promotoria tem falhas graves e classificou as condições de prisão como “desumanas”.

A investigação ganhou força em novembro de 2023, quando Cassie Ventura, ex-namorada de Diddy, abriu um processo contra ele por estupro, agressões físicas e tráfico sexual. O casal se relacionou entre 2007 e 2018, período em que, segundo a cantora, ela foi forçada a participar de atos sexuais não consentidos.

Cassie conheceu o rapper ao assinar contrato com a gravadora Bad Boy Records, fundada por ele. Segundo a denúncia, a relação era abusiva desde o início. Após sua revelação, outras vítimas, homens e mulheres, também procuraram a Justiça.

De acordo com a promotoria de Nova York, Diddy abusou de sua posição de poder por décadas para satisfazer seus desejos, coagindo pessoas e organizando festas com uso de drogas como ecstasy, cetamina e GHB, conhecida como “droga do estupro”.

Em março de 2024, agentes federais cumpriram mandados de busca na casa do rapper em Los Angeles. Foram apreendidos vídeos com registros de abusos sexuais em festas privadas, além de objetos como garrafas de óleo de bebê supostamente usados durante os atos.

No mês seguinte, um vídeo de 2016 foi divulgado, mostrando o rapper agredindo Cassie em um hotel. Após a repercussão, Diddy publicou um vídeo assumindo responsabilidade, mas o conteúdo foi apagado logo depois. Novas denúncias surgiram em seguida.

O caso também envolve relatos de festas conhecidas como “freak-offs”, consideradas o núcleo da investigação. Segundo os promotores, esses eventos promovidos por Diddy eram maratonas sexuais perigosas, algumas com a presença de celebridades, embora não haja provas de envolvimento direto dessas figuras.

Dentre os inúmeros processos, estão acusações antigas como a de Liza Gardner, que afirma ter sido estuprada por Diddy em 1991, e outra denúncia anônima de 2003 envolvendo uma menor de idade. Em fevereiro, o cinegrafista Rodney Jones, ex-funcionário do artista, também entrou com uma ação por assédio.

Em setembro de 2024, Diddy foi condenado à revelia a pagar US$ 100 milhões a Derrick Lee Cardello-Smith, que o acusa de estupro. Pouco depois, foi preso. O caso inspirou o documentário “Diddy: Como Nasce um Bad Boy”, lançado em abril de 2025, disponível no Globoplay, com relatos inéditos de vítimas e ex-parceiros do rapper.

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