Quinta-Feira, (08 de Outubro de 2026)
Justiça

Juiz é encontrado morto em carro incendiado e polícia investiga circunstâncias

Magistrado de 45 anos foi localizado carbonizado em uma estrada rural no interior de São Paulo. Perícia encontrou um galão com odor de gasolina dentro do veículo.

Por: Portal Amz em Pauta
08 de Outubro de 2026
Foto: Reprodução

O juiz Gustavo de Castro Campos, de 45 anos, integrante do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), foi encontrado morto dentro de um carro em chamas na noite desta quarta-feira (7), na zona rural de São João da Boa Vista, no interior paulista. O veículo, um Volvo pertencente ao magistrado, estava em uma estrada próxima à Fazenda Aliança. O corpo foi localizado no banco do motorista, parcialmente carbonizado. A Polícia Civil registrou a ocorrência como morte suspeita e investiga as circunstâncias do caso.

Segundo informações do boletim de ocorrência, trabalhadores rurais avistaram o automóvel em chamas e tentaram conter o incêndio antes da chegada das equipes de emergência. Um homem que operava uma retroescavadeira utilizou o equipamento para jogar terra sobre o veículo. Devido à grande quantidade de fumaça, ele não percebeu que havia uma pessoa no interior do carro. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram acionados para atender à ocorrência.

Durante os primeiros levantamentos, peritos encontraram um galão com forte odor de gasolina próximo aos pedais do automóvel. O corpo do magistrado também apresentava cheiro da substância. Apesar disso, a perícia preliminar não identificou ferimentos provocados por armas de fogo ou objetos cortantes, nem marcas aparentes de violência. A polícia também informou que não havia sinais de subtração de pertences, já que a aliança permanecia no dedo da vítima e a carteira estava dentro do veículo.

A identificação de Gustavo foi realizada com o auxílio de documentos pessoais encontrados no carro e de uma tatuagem localizada no lado esquerdo do abdômen. Após os procedimentos iniciais, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de São João da Boa Vista, onde exames deverão contribuir para determinar a causa da morte. A área foi isolada para o trabalho da Polícia Científica, responsável pela coleta de vestígios.

Gustavo de Castro Campos atuava na Comarca de Mococa, também no interior de São Paulo. Formado em Direito pelo Centro Universitário Braz Cubas, o magistrado possuía duas especializações e trabalhou como advogado durante aproximadamente dez anos. Em 2014, exerceu atividades como delegado da Polícia Civil do Espírito Santo e juiz substituto na Justiça capixaba. Ao longo da carreira, também passou pelas comarcas de Tambaú e Leme, antes de atuar em Mococa.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São João da Boa Vista. Os investigadores solicitaram exames periciais, incluindo a análise necroscópica, além da avaliação de imagens e depoimentos de testemunhas que possam ajudar a reconstruir os acontecimentos. Até o momento, não há confirmação sobre o que provocou o incêndio ou sobre as circunstâncias que levaram à morte do juiz.

O caso permanece em investigação, sem uma conclusão oficial sobre eventual participação de terceiros. A presença do recipiente com odor de gasolina e a ausência inicial de marcas aparentes de violência serão consideradas no conjunto de provas, mas não permitem determinar isoladamente a causa da morte. Os resultados dos exames e os demais levantamentos deverão orientar os próximos passos da Polícia Civil.

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