Brasil

Jovem morre após comer bolinho envenenado; padrasto é o principal suspeito

Lucas da Silva Santos, de 19 anos, teve morte cerebral após dez dias internado

20 de Julho de 2025
Foto: Divulgação

Lucas da Silva Santos, de 19 anos, morreu neste domingo (20), em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, após ter sido envenenado ao comer um bolinho de mandioca. O jovem estava internado desde o dia 12 de julho e teve a morte encefálica confirmada pela Prefeitura da cidade. A família autorizou a doação dos órgãos da vítima.

O principal suspeito do crime é o padrasto de Lucas, Admilson Ferreira dos Santos, preso na última quarta-feira (16). Segundo as investigações, ele teria planejado o envenenamento por não aceitar que o enteado quisesse sair de casa, o que caracteriza o crime como passional e premeditado.

Durante entrevista coletiva, a delegada Liliane Doretto revelou que dois irmãos de Lucas relataram ter sido vítimas de abuso sexual por parte de Admilson durante a infância. Os abusos teriam começado quando tinham 4 e 9 anos, e duraram anos. As vítimas não registraram boletins de ocorrência na época por medo e controle psicológico exercido pelo suspeito.

Lucas passou mal cerca de 30 minutos após comer os bolinhos de mandioca enviados pela tia, Cláudia Pereira dos Santos, que é irmã do suspeito. Inicialmente, a mulher chegou a ser apontada pela família como suspeita, já que foi quem preparou e enviou os alimentos à casa do irmão. Contudo, ela negou qualquer envolvimento no crime.

Admilson preso na última quarta-feira (Foto: Divulgação)

Segundo Cláudia, foi Admilson quem pediu que ela preparasse os bolinhos. “Ele me pediu os bolinhos. Minha filha de 9 anos levou com todo amor e carinho, como sempre faço. Eu amo cozinhar”, declarou à imprensa. Ela afirmou ainda que, apesar de um certo afastamento recente, mantinha boa relação com os familiares.

A Polícia Civil colheu amostras das massas e dos ingredientes utilizados no preparo dos bolinhos, tanto na casa da tia quanto na residência da vítima. O hospital também aguarda os resultados dos exames toxicológicos realizados em Lucas para confirmar qual substância foi utilizada no envenenamento.

As mensagens encontradas no celular de Admilson apontam que ele não aceitava a saída do enteado de casa. A delegada explicou que essas provas reforçam a tese de crime passional e mostram que o padrasto teria manipulado toda a situação, usando a irmã como instrumento para aplicar o veneno sem levantar suspeitas diretas.

O caso foi registrado como homicídio doloso e segue sob investigação pelo 6º Distrito Policial de São Bernardo do Campo. A morte de Lucas causou grande comoção nas redes sociais, onde amigos e familiares lamentaram a perda precoce e pediram justiça.

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