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Jornalista e escritor Zuenir Ventura morre aos 95 anos

Acadêmico morreu nesta terça-feira (22), no Rio, em decorrência de uma pneumonia; velório será realizado na ABL.

Por: Portal Amz em Pauta
22 de Setembro de 2026
Foto: André Lessa / Estadão Conteúdo

O jornalista e escritor Zuenir Ventura morreu nesta terça-feira (22), aos 95 anos, em casa, em decorrência de uma pneumonia. A informação foi confirmada pela Academia Brasileira de Letras. Com mais de seis décadas de atuação no jornalismo, ele deixa a mulher, Mary Ventura, e os filhos Mauro Ventura e Elisa Ventura.

“Morreu esta manhã, em casa, aos 95 anos, em decorrência de uma pneumonia, o jornalista e Acadêmico Zuenir Ventura. Seu corpo será velado amanhã na Academia Brasileira de Letras e enterrado no mausoléu da ABL no Cemitério São João Batista”, comunicou a instituição.

Zuenir era o sétimo ocupante da Cadeira nº 32 da ABL. Ele foi eleito em 30 de outubro de 2014, na sucessão do escritor Ariano Suassuna. Natural de Além Paraíba, em Minas Gerais, teve uma trajetória que passou por diferentes atividades antes de se consolidar no jornalismo.

Ao longo da carreira, trabalhou em grandes veículos e acompanhou momentos importantes da política e da sociedade brasileira. Entre suas obras mais conhecidas está “1968 - o ano que não terminou”, lançado em 1988 e considerado um dos principais registros jornalísticos sobre aquele período da história do país.

Em 1989, Zuenir foi ao Acre para investigar o assassinato do líder seringueiro Chico Mendes. A cobertura resultou em uma série de reportagens premiada. Durante aquele período, ele também assumiu a tutela de Genésio, uma das principais testemunhas do crime, que tinha 13 anos e estava sob ameaça.

Outro destaque da carreira foi “Cidade Partida”, publicado em 1994. O livro, vencedor do Prêmio Jabuti, aborda violência e desigualdade social no Rio de Janeiro a partir da experiência do jornalista em Vigário Geral, onde 21 pessoas foram mortas em uma chacina em 1993.

Zuenir Ventura também recebeu importantes reconhecimentos, como o Prêmio Esso e o Prêmio Vladimir Herzog. Em 2008, foi homenageado pela Organização das Nações Unidas como um dos jornalistas que mais contribuíram para a defesa dos direitos humanos no Brasil nas décadas anteriores.

A atuação de Zuenir também chegou ao audiovisual. Ele participou da codireção de “Um Dia Qualquer”, lançado em 2000, e assinou o roteiro do documentário “Paulinho da Viola: Meu Tempo é Hoje”, dirigido por Izabel Jaguaribe e lançado nos cinemas em 2003.

O velório será realizado nesta quarta-feira (23), na Academia Brasileira de Letras. O sepultamento está previsto para o mausoléu da instituição no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.

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